Indonésia - Papuásia
Um avião Boeing 737 de uma companhia aérea indonésia, com 141 passageiros a bordo, entrou em colisão com um vitelo enquanto aterrava no aeroporto indonésio de Merpati. O acidente não fez vítimas... só danos materiais.
Sacode as nuvens que te poisam nos cabelos, Sacode as aves que te levam o olhar. Sacode os sonhos mais pesados do que as pedras. .... Sophia de Mello Breyner
Indonésia - Papuásia
Um avião Boeing 737 de uma companhia aérea indonésia, com 141 passageiros a bordo, entrou em colisão com um vitelo enquanto aterrava no aeroporto indonésio de Merpati. O acidente não fez vítimas... só danos materiais.
"O primeiro-ministro, José Sócrates, considerou hoje absolutamente lamentável e inqualificável a forma radical como a oposição está a atacar politicamente a ASAE, sublinhando que com a acção daquele organismo o país e os consumidores estão mais defendidos."
Caro José Sócrates,
É errado passar do oito para o oitenta, abruptamente e sem aviso prévio. Antes da acção, requeria-se pedagogia. Foi tudo muito precipitado. A resistência à mudança aí está com todo o seu esplendor.
Devagar... devagarinho ...e sem fazer ondas... se vai ao longe.
Chamou "os media", agitou as ondas... agora ... habitue-se!
Devido a doenças de familiares muito próximos já tive que solicitar o serviço de ambulâncias a bombeiros. Felizmente nunca encontrei nenhum com “a agilidade de pensamento” e com “a capacidade de tomar decisões “ deste bombeiro. Pelo contrário. Foram diligentes e profissionais.
O bombeiro de Alijó não tem culpa. Alguém a terá. Quem o seleccionou? Quem lhe deu formação e o avaliou como apto? Quem o deixou sózinho, sabendo-o inexperiente? É politicamente correcto atacar o Ministro, mas a culpa estará algures em quadros intermédios, que dormiam o sono dos “inocentes”.

Foto de Carlos Pinto Coelho
Ela - Olho-te e vejo-te determinado. Nada que te diga te vai fazer mudar de opinião. Decidiste sózinho.
Ele – Ou era agora ou nunca. Sinto que posso evoluir.
Separados agora por uns tempos, mas juntos um dia...se ainda quisermos.
Ela – Estás a pensar que a ausência pode mudar-nos?
Ele – É um risco que teremos que enfrentar.
Ela – Já não estás aqui ao pé de mim. Os teus olhos estão ausentes e tristes e as tuas mãos frias.
Ele – Sempre soubeste ler o meu rosto e as minhas mãos.
Ela – Será que voltas?
Ele – Prometo voltar aqui e a ti.
Ela –Não demores muito!
Ele – Só o tempo necessário.
Ela – Viste?
Ele – O quê?
Ela – Um desconhecido tirou-nos uma fotografia.
Ele – Não te preocupes! Não nos tirou a memória.
Em destaque algo menos palavroso:
Augite said... Mamihlapinatapei - olhar trocado por duas pessoas enquanto cada uma espera que a outra inicie aquilo que ambas desejam mas que nenhuma tem coragem de iniciar.
(vocabulário de um povo indígena da Terra do Fogo)
No Jornal de Negócios
Um enorme buraco
"As acções do Société Générale seguiam a desvalorizar quase 5%, depois de se ter descoberto que um seu empregado andou a fazer apostas secretas à revelia do banco. A fraude do "trader" vai custar 4,9 mil milhões de euros ao banco francês, que já anunciou um aumento de capital para regularizar a situação."
A transfiguração
"O BCP prestou informação falsa ao regulador do mercado português relativamente às operações das off-shores ... as operações das off-shores foram-se tranfigurando num processo de quase fuga à supervisão...".
Os especialistas e os entendidos reunem-se
"Tarde demais. Não há nada que a Reserva Federal possa fazer para impedir a recessão económica nos Estados Unidos. As palavras "secas" são de Nouriel Roubini, presidente da Roubini Global Economics. Roubini é um dos participantes do Fórum Económico Mundial de Davos, que está a decorrer desde ontem na Suiça."
Assim vão a economia e as finanças. Eles falam ... sabem tanto! mas... quando o mar bate na rocha, quem se lixa é o mexilhão!
Para roubar cebolas há uma técnica. Para telemóveis outra. Outra ainda para computadores portáteis. Nada pára o primitivo impulso. Tão velho como a humanidade. Nem as técnicas mais sofisticadas de prevenção. De nada servem as câmaras de vigilância. Nada provam. Registaram uma imagem, mas o ângulo não era o mais adequado. Eles sabem-no. Escolhem a hora, o circuito de fuga, o ambiente mais propício. Os seguranças, mal pagos, nada viram.
Encarar os lesados e a sua revolta não é fácil.
Mais um dia... até ao próximo! mais tarde ou mais cedo voltará a acontecer. É tão inevitável com a noite e o dia, um após outro.
Contaram-me hoje. Um casal chega a casa, depois de uma tarde a trabalhar na agricultura. À porta de casa, um homem desconhecido com um saco, meio escondido atrás nas costas. Cumprimenta o casal:
- Boa tarde!
- Boa tarde, o que é que o senhor quer?
- Queria comprar batatas de semente. Vocês têm para vender?
- Não. Não temos. Também as comprámos. Mas quem é que o mandou cá? Nunca vendemos batatas de semente!
- Mas... o senhor não se chama António Dias?
- Não. O António Dias mora lá ao fundo. É a última casa do lugar.
- Obrigado. Desculpe. Então vou andando.
- Vá homem... e vá com Deus!
O desconhecido então vira-se de costas e dirige-se para o carro.
A mulher repara que do saco que o homem levava, saiem as pontas das réstias de cebolas que tanto trabalho lhe tinham dado a entrançar.
- Oh homem, "raios me partem", aquelas são as nossas cebolas. Conheço-as muito bem.
Era tarde. O desconhecido já dentro do carro, acelerou ... e ninguém mais o viu.