Feliz dia da Mulher
Recebida ... já ontem!
Vale pela intenção ... estava a trabalhar ... mais um sábado ... à borla.
Sacode as nuvens que te poisam nos cabelos, Sacode as aves que te levam o olhar. Sacode os sonhos mais pesados do que as pedras. .... Sophia de Mello Breyner
Feliz dia da Mulher
Recebida ... já ontem!
Vale pela intenção ... estava a trabalhar ... mais um sábado ... à borla.
Os pessegueiros já estão em flor. Ups ... o Boris fez questão de ficar na foto!
As calêndulas estão lindas.
... e ainda há um restinho de camélias.
"Vinte e seis séculos depois da sua criação, Antígona ainda ilumina o nosso tempo ... não me perguntem onde se passa o meu espéctaculo. Passa-se num pequeno país injusto chamado Mundo. Onde os tempos e as referências se misturam..."
Maria do Céu Guerra
Gostei das interpretações de Rita Lello, uma Antígona com garra, de Zeca Medeiros, um frágil Creonte, de João d'Àvila, o sábio e "cego" Tirésias.
Não gostei do coro. Estavam tão mal vestidos. E as máscaras ... tão feias! e, no entanto, boas vozes. O cenário cumpriu com modéstia. ( Nota-se tanto a falta de €€€!).
Grande final. Brilhante a dança da morte dos abutres, "esvoaçando" sobre as vítimas da tragédia.
A novela não pára. Depois da emoção provocada pelo ataque traiçoeiro ao comentador desportivo, novos protagonistas entram em cena. É preciso manter o público agarrado ao écran. Pela direita alta entra Paulo Portas e dá a sua deixa. O Ministro da Agricultura entra pela esquerda baixa, espeta o dedo acusador e, com tanto de oportuno como de inconveniente, dá a réplica. Paulo Portas assume o centro da cena e ameaça com os tribunais ... aqui o enredo pára ... as cenas dos próximos capítulos terão que aguardar ... é a técnica do "suspence" a impor-se.
Amanhã outros membros da "família", que todos os dias nos entra em casa, assumirá uma outra intriga, um outro enredo.
A tradição já não é o que era. A pobreza era uma tema exclusivo do Natal.
"Este cantinho à beira-mar plantado" ameaçará revolta? A campanha está em marcha. A onda cresce. Domina a opinião publicada. Estará o mal-estar difuso a crescer de intensidade? A transformar-se em doença terminal? Os arautos da desgraça estão a ganhar a guerra, quando até eu começo a ter dúvidas. Estarei a ser levada pela propaganda?
Falta-me rua. Vivendo neste ciclo: trabalho/casa/trabalho/casa o concreto foge-me todos os dias.
Hoje interrogo-me: A Oeste nada de novo?
"Sente-se hoje na sociedade portuguesa um mal estar difuso, que alastra e mina a confiança essencial à coesão nacional. ....
Assumindo o dever cívico decorrente de uma ética da responsabilidade, a SEDES entende ser oportuno chamar a atenção para os sinais de degradação da qualidade da vida cívica que, não constituindo um fenómeno inteiramente novo, estão por detrás do referido mal estar."
Não é novo. Não. É velho. Vem de longe. Este mal difuso está-nos no ADN. É o traço de união do ser português. Sem ele não haveria coesão nacional.
A Oeste nada de novo.