Sacode as nuvens que te poisam nos cabelos, Sacode as aves que te levam o olhar. Sacode os sonhos mais pesados do que as pedras. .... Sophia de Mello Breyner
segunda-feira, 12 de maio de 2008
quinta-feira, 8 de maio de 2008
A crise em Portugal e Bob Geldof
Anunciada muitas vezes pela comunicação social, finalmente ela chegou. O país não cresce. As exportações estão reduzidas ao mínimo. Com uma excepção: Angola.
A economia de Angola, o país humilhado pelo músico irlandês Bob Geldof, continua a crescer, e a comprar muito em Portugal. Tarda a justa distribuição da riqueza. É verdade. Mas acredito no povo angolano. Pode não ter ainda um presente. Mas terá um futuro... Finalmente terão eleições este ano. É um pequeno passo... outros se seguirão. Devagar .. devagarinho...
Da pujança de Angola dependem muitas famílias portuguesas. Isso é motivo para nos "agacharmos" perante a corrupção das elites de Luanda?
Ora aqui está um problema filosófico. Quem souber e quiser que responda! ... e, conhecendo as personagens em causa, assuma as consequências!
sexta-feira, 2 de maio de 2008
1º de Maio

Em contrastre com o 25 de Abril ... o 1º de Maio diz-me cada vez menos. O palco não é de todos os trabalhadores é das Centrais Sindicais. Os Sindicatos perderam o poder. Hoje só dominam na função pública e no sector dos transportes públicos, onde o trabalho é seguro e para uma vida inteira.
Os outros trabalhadores deste país não têm quem os defenda. Os Sindicatos não se actualizaram. Defendem medidas do passado. A sua intransigência afastou gradualmente os trabalhadores. Estes, com medo de perder o emprego, com medo da falência, com medo da insegurança dos nossos dias não vão à "festa".
O 1º de Maio é passado.
sábado, 26 de abril de 2008
domingo, 20 de abril de 2008
Sophia ... sempre
Este é o tempo
Este é o tempo
Da selva mais obscura
Até o ar azul se tornou grades
E a luz do sol se tornou impura
Esta é a noite
Densa de chacais
Pesada de amargura
Este é o tempo em que os homens renunciam.
Sophia de Mello Breyner
Farei de novo uma visita ao Brasil
Vinda de S. Paulo - um mundo imenso de gente que fala português - e onde poucos se preocupam com o acordo ortográfico, sou surpreendida com o Sr. Presidente da República, o garante máximo da língua portuguesa falada e escrita:
"Nunca o fiz, não o faço, nem façarei "
Deus nos acuda! Estamos bem entregues! Chegámos ao fundo!
Alô S. Paulo... até um dia. Gostei ... chuva? pouquinha. Não incomodou.
Um só beijo e um abraço bem apertadinho, como é usual por aí.
Até breve!