quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

A "criatividade" está à solta na China

                    http://professoraneusa.wordpress.com/2008/12/05/resgate-os-ovos-do-exilio-gastronomico/          

       «Ovos falsos» na origem de novo alerta alimentar na China

Estes ovos não só são fáceis de fabricar e muito semelhantes aos verdadeiros, segundo as fontes do diário, mas uma dezena deles custa entre 10 e 50 centavos de Hong Kong (1 a 5 cêntimos), frente aos 2,5 a 3 dólares (25 a 30 cêntimos) de uma dezena de ovos verdadeiros.

No entanto, em lugar de proteínas contêm produtos químicos como alumina, alginato de sódio (E 401), cloreto cálcico (E 509), benzoato sódico (E 211) e gelatina. A «gema» é colorida com tartrazina (E102), enquanto a casca é feita à base de carbonato de cálcio (E170).

As fórmulas para fazer ovos falsos estão espalhadas em várias páginas de Internet da China, enquanto algumas empresas oferecem aulas para ensinar como elaborá-los.

Diário Digital                        http://dietacerta.wordpress.com/2008/12/20/ovo-de-bandido-a-mocinho/

Inacreditável! A voragem do lucro e a cegueira da ganância   que tudo submete à lei da sobrevivência mais feroz. É o regressso à selva. QUO VADIS mundo cruel ?                    

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Que desassossego se sinto, que desconforto se penso, que inutilidade se quero! Nuvens ...

Azores 016  Azores 008

Nuvens… Hoje tenho consciência do céu, pois há dias em que o não olho mas sinto, vivendo na cidade e não na natureza que a inclui. Nuvens… São elas hoje a principal realidade, e preocupam-me como se o velar do céu fosse um dos grandes perigos do meu destino. Nuvens…

Nuvens… Existo sem que o saiba e morrerei sem que o queira. Sou o intervalo entre o que sou e o que não sou, entre o que sonho e o que a vida fez de mim, a média abstracta e carnal entre coisas que não são nada, sendo eu nada também. Nuvens… Que desassossego se sinto, que desconforto se penso, que inutilidade se quero! Nuvens…

Nuvens… São como eu, uma passagem desfeita entre o céu e a terra, ao sabor de um impulso invisível, trovejando ou não trovejando, alegrando brancas ou escurecendo negras, ficções do intervalo e do descaminho, longe do ruído da terra e sem ter o silêncio do céu. Nuvens… Continuam passando, continuam sempre passando, passarão sempre continuando, num enrolamento descontínuo de meadas baças, num alongamento difuso de falso céu desfeito.

Bernardo Soares - Livro do Desassossego

Desassossegando ...

"   Sem mim, o sol nasce e se apaga; sem mim a chuva cai e o vento geme. Não são por mim as estações, nem o curso dos meses, nem a passagem das horas..."

Bernardo Soares - Livro do Desassossego

Tudo começou quando estava a preencher um cheque. Faltaram-lhe os números e já não foi capaz de assinar.  Depois  partiram as palavras. Ficaram os gestos, a revolta, a dor.

Passaram-se meses e meses, sabia o que o fim estava próximo. Agora partiu também. Cedo! Demasiado cedo!

ADeus Primo!

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Cada dia é mais evidente que partimos

    Azores 034   



Cada dia é mais evidente que partimos
Sem nenhum possível regresso no que fomos,
Cada dia as horas se despem mais do alimento:
Não há saudades nem terror que baste.


Sophia de Mello Breyner Andresen

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

ADeus Pai

Revoltava-me quando dizias que querias ir-te embora. Que já era tarde. Que querias ir para  junto da mãe.

Não foi tarde, nem cedo. Foi a tua hora.

Beijinhos. Até ... um dia!

Para ti:

A hora da partida soa quando
Escurecem o jardim e o vento passa,
Estala o chão e as portas batem, quando
A noite cada nó em si deslaça.
A hora da partida soa quando
As árvores parecem inspiradas
Como se tudo nelas germinasse.

Soa quando no fundo dos espelhos
Me é estranha e longínqua a minha face
E de mim se desprende a minha vida.

 Sophia de Mello Breyner Andresen

domingo, 14 de dezembro de 2008

Os Gigantes da Montanha na Cornucópia (?)

 

E não só na Cornucópia. Eles andam por aí. Tenham medo. São mortíferos. Não amam o Teatro, odeiam a Poesia e não sabem sonhar.

 

Foi uma noite de intervalo. Preciso de aliviar o meu quotidiano mais vezes.

sábado, 13 de dezembro de 2008

Ainda ... os colegas

Aldo,

Tens razão! Estás zangado ...   "snakes" sem pré-aviso !!!. Era impensável antes. As normas e regulamentos esquecidos. A eficiência é uma questão cultural ... As novas gerações não a aprenderam ... não a praticam. Agora é tarde. Naquelas cabecinhas há pouco espaço.

Quanto aos decisores de outra geração... Ah! esses estão amarrados à política. Às inaugurações com data marcada independentemente das condições no terreno. Nós somos nada. A nossa opinião tantas vezes defendida, não foi ouvida. As consequências estão à vista... mas eles já inauguraram. Agora foram embora e o tecto da casa inacabada está a cair-nos em cima.

Gerhard,

Lamentos atrás de lamentos. Protestas muito. Às vezes tens razão. Eu é que não tenho tempo nem paciência para te responder. Não gosto do teu estilo. Escreves lençóis... recebes em troca - quando recebes - curtas linhas. Há por aí muito "teatro". Pensa um pouco! Olha à tua volta! Não és único! "Les uns et les autres" lembras-te?

Manuel,

Lisboa está debaixo de fogo ... e há um prazer especial aí no Norte em atiçar a fogueira. Vá-lá!  confesse!

Ben,

A melhor decisão ... foste de férias... Miami? ... Espertalhaço!

Bernard,

Cuidado com o coração. Que ele não te pregue outra partida! Tem calma! e toma os comprimidos!

Karel,

Estou a estranhar o teu silêncio! Estás aí, na cinzenta Bruxelas?

Pedro,

Esgotaste-te no Brasil imenso? Já nem comentas?

Ignacio,

Estou a fazer o meu melhor. Juro!  ... Assim toda paletizada tens mais garantias ... vai direitinha a Luanda.

Caro Lord Inglês,

Uma pausa na má língua? ou finalmente o reconhecimento  de que por aí a competência também não abunda ?

Agostinho,

Francamente ! O meu braço direito. Ausente por acidente de trabalho! Logo agora ... Um pouco de gelo na mão não ajudava a aliviar o inchaço?

Américo,

Obrigado pela solidariedade. Não são precisas palavras. Basta o abraço.

Olá Chefe,

Estou cansada... mas sobrevive-se!