E esta gente não se cala! ... Os média e comentadores convidados ficaram todos pataratas. Discutem prematuramente o inverosímil com o ar mais sério deste mundo.
Vá lá, sejam um pouco mais criativos! Não vos ocorre mais nada?
Sacode as nuvens que te poisam nos cabelos, Sacode as aves que te levam o olhar. Sacode os sonhos mais pesados do que as pedras. .... Sophia de Mello Breyner
E esta gente não se cala! ... Os média e comentadores convidados ficaram todos pataratas. Discutem prematuramente o inverosímil com o ar mais sério deste mundo.
Vá lá, sejam um pouco mais criativos! Não vos ocorre mais nada?
No dia em que se assinalou o Dia Mundial do Animal de Laboratório, cerca de meia centena de pessoas protestou, em Lisboa, contra a construção do biotério da Azambuja, projecto privado que conta com o apoio do Estado.
A manifestação foi promovida pela Plataforma de Objecção ao Biotério (centro de criação de animais para serem utilizados em experiências laboratoriais). Partiu da sede da Fundação Champalimaud, no Saldanha, e terminou junto à Fundação Gulbenkian, duas das entidades promotoras do biotério que será construído na Azambuja, num terreno com cerca de três hectares de área cedido pela Câmara. A estas duas entidades juntou-se a Universidade de Lisboa, como o JN noticiou na edição de segunda-feira.
As pessoas sensíveis não são capazes
De matar galinhas
Porém são capazes
De comer galinhas
Sophia de Mello Breyner Andresen
Será que estes compatriotas não têm causas mais nobres a que se dedicar? Francamente!
Ó palerma! Que estás a fazer nessa posição? Foi preciso a criança anunciar-te a vitória? Ainda não tinhas percebido? E tu lá mais atrás? Porquê esse olhar sério e melancólico?
Desmobilizem! Vão prá festa!

fotos tiradas daqui
S.Paulo
Que saudades do Brasil. Do optimismo. Da coragem de enfrentar os dias maus com um sorriso. Da ausência de lamúrias e depressões colectivas. Da esperança no futuro.
Vejo-te ainda, Mãe, de olhar parado,
Da Pedra e da tristeza, no teu canto,
Comigo ao colo, morto e nu, gelado
Embrulhado nas dobras do teu manto
Miguel Torga
Eu vos crucifiquei, eu vos vendi,
Eu vos neguei mil vezes, que não três
Eu fui o que esse lado vos abri! …
Por eles (os meus pecados), meu senhor, te vejo estar
Crucificado nesse duro lenho
Diogo Benardes
Por isso choro em mim a mágoa verdadeira
De ter nascido tarde, e só te vir achar,
Feito em marfim, metal, pedra madeira,
No cimo dum altar
José Régio
O processo
O que importa é virá-lo do avesso,
Mudar as intenções,
Interpretar,
Sofismar
Deve ser rápido e sumário.
Termos, preceitos, norma,
É tudo forma,
Matéria de processo e convenção.
Ao cabo, é o Calvário
Que é preciso atingir.
Alguém tem de subir.
Eu não quis, sou juiz.
Reinaldo Ferreira