quarta-feira, 19 de agosto de 2009

O poder ... esse orgasmo tão desejado!

É o vale tudo. Doa a quem doer. É preciso é chegar lá.

Querem o bem do povo, dos pobres, dos reformados, das crianças, dos professores, da função pública e não pública, dos pequenos empresários...

Tão altruístas!

É porque querem fazer o bem que  lançam suspeitas inverosímeis.  É porque querem retirar Portugal da cauda da Europa que insinuam, insultam e ofendem. É porque amam este país que odeiam tanto o seu semelhante e o perseguem, disparando em todas as direcções sem dó nem piedade.

O país político está com gripe, uma estirpe para a qual não há  antídoto ou vacina. O resto do país está de férias ... a ganhar forças para mais uma jornada de trabalho.

Entretanto, o presidente que tanto prometeu, não vai a Bissau para estar presente durante a campanha eleitoral e  encolheu-se em Boliqueime deixando alastrar o incêndio que por aí grassa.

Cooperação estratégica? Promessas levas-as o vento!

Pouco falta para defender a monarquia.

domingo, 16 de agosto de 2009

O tédio - Opiniões diversas

Há dias assim. Uma sensação, um sentimento indefinido  e aterramos no google para melhor nos situarmos ou interrogarmo-nos.

A Monotonia

A monotonia é o que há de mais belo ou de mais terrível. De mais belo, se for um reflexo da eternidade. De mais terrível, se for indício de uma perenidade imutável. Tempo ultrapassado ou tempo esterilizado. O círculo é o símbolo da bela monotonia, a oscilação pendular da monotonia atroz.


Simone Weil, in 'A Gravidade e a Graça'

Máximo de Tédio no Máximo de Civilização

Na Terra tudo vive - e só o homem sente a dor e a desilusão da vida. E tanto mais as sente, quanto mais alarga e acumula a obra dessa inteligência que o torna homem, e que o separa da restante Natureza, impensante e inerte. É no máximo de civilização que ele experimenta o máximo de tédio. A sapiência, portanto, está em recuar até esse honesto mínimo de civilização, que consiste em ter um tecto de colmo, uma leira de terra e o grão para nela semear. Em resumo, para reaver a felicidade, é necessário regressar ao Paraíso - e ficar lá, quieto, na sua folha de vinha, inteiramente desguarnecido de civilização, contemplando o anho aos saltos entre o tomilho, e sem procurar, nem com o desejo, a árvore funesta da Ciência! Dixit!
Eça de Queirós, in 'Civilização'

O Tédio é a Raiz de Todo o Mal

Não admira, pois, que o mundo vá de mal a pior e que os males aumentem cada vez mais, à medida que aumenta o tédio, e o tédio é a raiz de todo o mal. A história deste pode acompanhar-se desde os primórdios do mundo. Os deuses estavam entediados, pelo que criaram o homem. Adão estava entediado por estar sozinho, e por isso foi criada Eva. Assim o tédio entrou no mundo e aumentou na proporção do aumento da população. Adão aborrecia-se sozinho, depois Adão e Eva aborreceram-se juntos, depois Adão e Eva e Caim e Abel aborreceram-se en famille; depois a população do mundo aumentou e os povos aborreceram-se en masse. Para se divertirem congeminaram a ideia de construir uma torre tão alta que chegasse ao céu. Esta ideia, por sua vez, é tão aborrecida como a torre era alta, e constitui uma prova terrível de como o tédio se tornou dominante.


Soren Kierkegaard, in 'Ou/Ou'

O tédio parece chato ao princípio, mas, caso leve a um saudável desespero, acaba sempre por ser fértil e criativo.

Autor: Esteves Cardoso , Miguel    
Fonte Diário de Notícias

 

Mais no citador

Cada cabeça ... cada sentença!

(com reticências e pontos de interrogação contra as novas correntes literárias blogosféricas)

O tédio

A Felicidade vem da Monotonia

Em sua essência a vida é monótona. A felicidade consiste pois numa adaptação razoavelmente exacta à monotonia da vida. Tornarmo-nos monótonos é tornarmo-nos iguais à vida; é, em suma, viver plenamente. E viver plenamente é ser feliz.
Os ilógicos doentes riem - de mau grado, no fundo - da felicidade burguesa, da monotonia da vida do burguês que vive em regularidade quotidiana e, da mulher dele que se entretém no arranjo da casa e se distrai nas minúcias de cuidar dos filhos e fala dos vizinhos e dos conhecidos. Isto, porém, é que é a felicidade.
Parece, a princípio, que as cousas novas é que devem dar prazer ao espírito; mas as cousas novas são poucas e cada uma delas é nova só uma vez. Depois, a sensibilidade é limitada, e não vibra indefinidamente. Um excesso de cousas novas acabará por cansar, porque não há sensibilidade para acompanhar os estímulos dela.
Conformar-se com a monotonia é achar tudo novo sempre. A visão burguesa da vida é a visão científica; porque, com efeito, tudo é sempre novo, e antes de este hoje nunca houve este hoje.
É claro que ele não diria nada disto. Às minhas observações, limita-se a sorrir; e é o seu sorriso que me traz, pormenorizadas, as considerações que deixo escritas, por meditação dos pósteros.

Fernando Pessoa, in 'Reflexões Pessoais'

Eu "póstera" tenho sérias dúvidas.

(do citador)

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

O país em comentários

No eixo do mal:

"Se as sondagens se confirmarem um futuro catastrófico será o cenário mais provável. Não haverá soluções governativas no horizonte. Seremos um país adiado devido a convulsões políticas, que só agravarão a crise económico-financeira."

Já há algum tempo que o Valupi anda a contar o tempo que falta para o desastre.

"-2009 já só tem 5 meses para dar cabo desta merda toda."

Entretanto outros fazem contas de mercearia como conta o Jumento:

"Depois de ter feito tudo para levar o PS à derrota no ciclo eleitoral em curso Manuel Alegre queixa-se de que o PS vai mutilado às legislativas porque nas listas não constam os nomes do seus apoiantes"

Na sua cruzada sem tréguas o Portugal dos Pequeninos acrescenta um retrato mais acutilante e certeiro. 

"Tudo é vaidade e vento que passa"

Na barbearia  somos prevenidos para  a verdade do silêncio.

Mas ... há uma luz que se acende algures na Tailândia:

"Entre a Espanha e o desastre só sobrevive uma ideia de unidade e liberdade".

Com um Presidente assim ... só resta concordar!

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Há SINDICATOS ... e sindicatos

Union asks BA pilots to take pay cut

BRITISH Airways 3,000 pilots are being asked by their union to take an average £200-a-week pay cut to help save the cash strapped airline. The British Airline Pilots' Association (Balpa) recommends that the pilots agree to a ten per cent cut in pay and accept 100 voluntary redundancies. Letters urging them to accept the proposal will be sent out on Twesday and Balpa is confident that its proposals will be endorsed in a ballot, following weeks of talks between BA and Balpa aimed at limiting job cuts.
BA pilots earn 825,000 to 9150,000 a year with the average
salary being about 8100,000.
Negotiations with the other unions representing ground
staff, baggage handlers and  cabin crew are continuing.
BA chief executive Willie Walsh has given management
and unions until the end of the month to come up with
significant savings.
The company said talks were going well, but unions have said
they will not accept compulsory redundancies - and BA has
refused to rule these out.
One of the main targets of the company's cost-cufting is the
bloated allowances received by 14,000 cabin crew, which in
certain cases gives staff an extra 91,000 for each long-haul trip.
The company wants to cut its 40,600 workforce by a further 3,000. About 2,500 staff have already left since last summer,
with others being urged to take unpaid leave or work part time.
Walsh, who is not being paid in July, has described BA as being
in a 'fight for survival' after it posted record annual losses of
8401 million in May.