quinta-feira, 22 de outubro de 2009

A Burra de Balaão falou

A Bíblia conta que Balaão ía ao encontro do poderoso Balaque, negociar uma “profecia” de maldição sobre o povo de Israel.

21 Então, Balaão levantou-se pela manhã, e albardou a sua jumenta, e foi-se com os príncipes de Moabe.

22 E a ira de Deus acendeu-se, porque ele se ia; e o Anjo do SENHOR pôs-se-lhe no caminho por adversário; e ele ia caminhando, montado na sua jumenta, e dois de seus moços com ele.

23 Viu, pois, a jumenta o Anjo do SENHOR que estava no caminho, com a sua espada desembainhada na mão; pelo que desviou-se a jumenta do caminho e foi-se pelo campo; então, Balaão espancou a jumenta para fazê-la tornar ao caminho.

24 Mas o Anjo do SENHOR pôs-se numa vereda de vinhas, havendo uma parede desta banda e uma parede da outra.

25 Vendo, pois, a jumenta o Anjo do SENHOR, apertou-se contra a parede e apertou contra a parede o pé de Balaão; pelo que tornou a espancá-la.

26 Então, o Anjo do SENHOR passou mais adiante e pôs-se num lugar estreito, onde não havia caminho para se desviar nem para a direita nem para a esquerda.

27 E, vendo a jumenta o Anjo do SENHOR, deitou-se debaixo de Balaão; e a ira de Balaão acendeu-se, e espancou a jumenta com o bordão.

28 Então, o SENHOR abriu a boca da jumenta, a qual disse a Balaão: Que te fiz eu, que me espancaste estas três vezes?

29 E Balaão disse à jumenta: Porque zombaste de mim; tomara que tivera eu uma espada na mão, porque agora te mataria.

30 E a jumenta disse a Balaão: Porventura, não sou a tua jumenta, em que cavalgaste desde o tempo que eu fui tua até hoje? Costumei eu alguma vez fazer assim contigo? E ele respondeu: Não.

31 Então, o SENHOR abriu os olhos a Balaão, e ele viu o Anjo do SENHOR, que estava no caminho, e a sua espada desembainhada na mão; pelo que inclinou a cabeça e prostrou-se sobre a sua face.

32 Então, o Anjo do SENHOR lhe disse: Por que já três vezes espancaste a tua jumenta? Eis que eu saí para ser teu adversário, porquanto o teu caminho é perverso diante de mim;

33 porém a jumenta me viu e já três vezes se desviou de diante de mim; se ela se não desviara de diante de mim, na verdade que eu agora te mataria e a ela deixaria com vida.

34 Então, Balaão disse ao Anjo do SENHOR: Pequei, que não soube que estavas neste caminho para te opores a mim; e, agora, se parece mal aos teus olhos, tornar-me-ei.

35 E disse o Anjo do SENHOR a Balaão: Vai-te com estes homens, mas somente a palavra que eu falar a ti, esta falarás. Assim, Balaão foi-se com os príncipes de Balaque.

Pois é, caro prémio Nobel, a burra de Balaão falou e o Caim matou Abel e nada disto são metáforas.                               

sábado, 17 de outubro de 2009

IFIGÉNIA NA TÁURIDA de Goethe

  "O trajecto é o das trevas para a luz"

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" ...Ifigénia torna-se na própria imagem do sujeito, num duplo do autor. É ela que gera toda a transformação. E é mulher. Daí, (desse acaso?) nasce a mais nobre descoberta, a da identificação do conhecimento, da inteligência, com o próprio princípio feminino por oposição ao princípio masculino, da entrega mais do que da posse, ou da força. É ela o ser pensante e o ser sensível. Há na peça, evidentemente, a defesa histórica da mulher como ser inteligente, mas mais do que a defesa dos seus direitos, há a descoberta de uma nova maneira de estar vivo, a maneira feminina, daquela que não tem espada, e porque não tem espada vai gerar mais vida. A defesa da fragilidade. E da fragilização. E da paz...."

Luis Miguel Cintra

 

A Cornucópia faz bem à nossa saúde mental e física. Das muitas batalhas que travamos pode nascer a paz. É preciso persistir com inteligência e coragem, valorizando o essencial que nos ilumina e depreciando a mesquinhez que nos cega.

Bravo!

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Regresso de férias - 3 semanas e 635 emails

 

À minha espera 635 emails. Feita a limpeza sobram 462.

É demais. Dóiem-me as costas. Mais precisamente aquela espécie de bolinha do pescoço, lá atrás...

Tanta gente! tanta pressa! É tudo tão urgente. O que nos faz correr, Deus meu?

domingo, 20 de setembro de 2009

Intervalo

Fééééérias .. finalmente!

sábado, 19 de setembro de 2009

Paranóia

A Paranóia é uma psicose que se caracteriza pelo desenvolvimento de um delírio crónico (de grandeza, de perseguição, de zelo etc.), lúcido e sistemático, dotado de uma lógica interna própria, não estando associado a alucinações. A paranóia não acarreta o deterioramento das funções psíquicas externas à actividade delirante. Estas duas últimas características distinguem-na da esquizofrenia paranóide.

No indivíduo paranóico, um sistema delirante amplo e totalmente defasado da realidade pode coincidir com áreas bem conservadas da personalidade e do funcionamento social do sujeito, pelo que a repercussão da paranoia no funcionamento geral do indivíduo é muito variável - a bizarria dos comportamentos do indivíduo depende do âmbito mais ou menos restrito do sistema delirante, pois a atitude geral é coerente com as convicções e suspeitas; por exemplo, quando o delírio é amplo, integrando todos os familiares ou colegas de trabalho num conflito prejudicial ao sujeito, as suas atitudes de defesa e/ou de vingança tornam-se tão inadequadas e graves que conduzem a graves defeitos pessoais e sociais. Os conteúdos típicos dos delírios incluem a perseguição, o ciúme, o amor (erotomania) e a megalomania (crença na própria posição e poder superiores).

da Wikipédia

Sr Presidente, presida, não tente apenas, tentar é nada!

Homens do Presidente, tratem-se!

JMF, sê honesto!

José Sócrates acalme-se! A novela vai ficar sem audiências. Eu percebo, não é fácil. Não perca as estribeiras. É preciso alguma elevação no meio de tanta sujeira. Faça a diferença. Obrigado.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

gafes ????

Era uma vez uma senhora Dra .  Era conhecida no bairro pela nobreza do seu carácter e pela seriedade.  Na casa ao lado vivia um homem, com ar arrapazado, oriundo de Vilar de Maçada que a inquietava. Temia-o. Tinha razões para isso. Um dia, numa noite de insónia, vira-o matar o pai e a mãe. Nunca soube o que ele fez aos corpos. Nem isso lhe interessava. Concluíu mais tarde que para além de maligno era cínico.  Certo dia, à beira da piscina, ouvira-o lamentar-se da sua orfandade. Era uma encenação. Nem consigo próprio falava verdade. A sua repugnância por aquele ser aumentava em crescendo. À sua casa chegavam as vozes dos correlegionários que juntava com frequência. O magnetismo da tragédia da noite que lhe ficara gravada na memória  atraía-a para a casa ao lado. Naquela noite, mais uma vez, o sono não chegava. Ouvia vozes, apelos deseperados, gritos subitamente interrompidos. Levantou-se. Espreitou pela janela. O jardim continuava iluminado como há horas atrás. E claramente viu a 13,5m de profundidade os corpos na piscina. Não os contou. Nunca saberá quantos morreram naquela noite.

Olhou o céu, viu a lua cheia e jurou ao vento:

- daqui a dez anos já não estarás cá!  Não permitirei que sejas o coveiro da Pátria.

A senhora Dra. tem agora uma missão clara e inequívoca e desempenhá-la-à com determinação e eficácia.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Princípio do fim da crise ?

Só para meu registo e memória futura:

TP257/9SEP  - 242 p -18.890 k

TP251/10SEP - 252 p -16.600 k

TP257/10SEP - 249 p  -18.570 k

TP251/11SEP - 246 p - 19.380 k

TP257/11SEP - 263 p - 15.995 k

 

 

Quem diria que tu, nanda,  um dia irias agradecer aos céus a realização do CAN  em Angola ?

Venham agora  dizer-me que o jogging  do Sócrates em Luanda foi só exibicionismo. Abençoada diplomacia económica!