Falésias. Tão inocentes e belas. Quem acredita que o perigo espreita?
(Existem também as falésias virtuais, mas essas são assustadoras)
Sacode as nuvens que te poisam nos cabelos, Sacode as aves que te levam o olhar. Sacode os sonhos mais pesados do que as pedras. .... Sophia de Mello Breyner
Falésias. Tão inocentes e belas. Quem acredita que o perigo espreita?
(Existem também as falésias virtuais, mas essas são assustadoras)
... Desta vez assustou-me o facto de me terem fustigado enquanto médico e não como blogger que escreveu mais um texto. Bem sei que sou médico, mas o senhor entende o que quero dizer. E chegaram a ameaçar-me de participações à Ordem (que não temo, nada fiz para as temer, mas isso chocou-me muito).
Sabe? Senti pela primeira vez que esta blogosfera de agora não se dá ao trabalho de ler os outros (já que vai ler...) cuidadosamente, nem a tentar perceber o que está escarrapachado nos textos - e o senhor sabe, não a apreciando, a forma "esguichada" como por vezes escrevo, estando, contudo e quase sempre "lá tudo escarrapachado" - e que se tornou (se calhar já era e não dei fé) liminarmente punitiva.
Houve quem percebesse, senti isso. Mesmo alguns dos que me atiçaram, como médico, aos cães acabaram por perceber, depois. Mas lá está: foi preciso um texto que parece um relatório, tudo certinho e sem palavrões, para (acredito) entenderem o que estava ali.
Já passou. Não pretendi ofender ninguém, gritei contra uma casta de pessoas que não se confunde com o universo dos meus doentes, mas acabei a pedir desculpas. É no que dá, um besugo a escrever sem ser na sua sebenta molhada.
Não podia deixar de lhe dizer isto: agradeço-lhe, mas não foi vergonha que senti. Senti-me acossado. Quem não deve não teme? Eu sei o ditado. E nada devo, acredite. Mas aprendi a temer sem dever, voilà, tempos modernos.
A sua comentadora anterior está mais próxima da minha verdade: vai haver mesmo auto-censura. Ou então, porque nunca fui pide de ninguém e não vou ser agora pide de mim mesmo, vai haver cessação. É o mais certo.
Desculpe ter-lhe tomado assim o tempo, já lhe agradeci ali em cima, isto vai longo. Continuação da boa prosa. Assunto encerrado, pela minha parte.
Cumprimentos
besugo
A blogsfera - ou pelo menos parte dela - não merecia os textos do Besugo. As reacções ao texto causador do adeus desvendaram claramente o que é iliteracia. Lêem mas não entendem. Lêem e não contextualizam. Julgam e condenam com uma imaturidade revoltante.
Provavelmente o Besugo nunca me irá ler aqui no meu cantinho, até agora só com uma visita incómoda e muito injusta. Isso não me vai impedir de lhe lançar um apelo:
A sua prosa - aquela sem medida - merece o prelo. Publique! Pense nisso!
A Bíblia conta que Balaão ía ao encontro do poderoso Balaque, negociar uma “profecia” de maldição sobre o povo de Israel.
21 Então, Balaão levantou-se pela manhã, e albardou a sua jumenta, e foi-se com os príncipes de Moabe.
22 E a ira de Deus acendeu-se, porque ele se ia; e o Anjo do SENHOR pôs-se-lhe no caminho por adversário; e ele ia caminhando, montado na sua jumenta, e dois de seus moços com ele.
23 Viu, pois, a jumenta o Anjo do SENHOR que estava no caminho, com a sua espada desembainhada na mão; pelo que desviou-se a jumenta do caminho e foi-se pelo campo; então, Balaão espancou a jumenta para fazê-la tornar ao caminho.
24 Mas o Anjo do SENHOR pôs-se numa vereda de vinhas, havendo uma parede desta banda e uma parede da outra.
25 Vendo, pois, a jumenta o Anjo do SENHOR, apertou-se contra a parede e apertou contra a parede o pé de Balaão; pelo que tornou a espancá-la.
26 Então, o Anjo do SENHOR passou mais adiante e pôs-se num lugar estreito, onde não havia caminho para se desviar nem para a direita nem para a esquerda.
27 E, vendo a jumenta o Anjo do SENHOR, deitou-se debaixo de Balaão; e a ira de Balaão acendeu-se, e espancou a jumenta com o bordão.
28 Então, o SENHOR abriu a boca da jumenta, a qual disse a Balaão: Que te fiz eu, que me espancaste estas três vezes?
29 E Balaão disse à jumenta: Porque zombaste de mim; tomara que tivera eu uma espada na mão, porque agora te mataria.
30 E a jumenta disse a Balaão: Porventura, não sou a tua jumenta, em que cavalgaste desde o tempo que eu fui tua até hoje? Costumei eu alguma vez fazer assim contigo? E ele respondeu: Não.
31 Então, o SENHOR abriu os olhos a Balaão, e ele viu o Anjo do SENHOR, que estava no caminho, e a sua espada desembainhada na mão; pelo que inclinou a cabeça e prostrou-se sobre a sua face.
32 Então, o Anjo do SENHOR lhe disse: Por que já três vezes espancaste a tua jumenta? Eis que eu saí para ser teu adversário, porquanto o teu caminho é perverso diante de mim;
33 porém a jumenta me viu e já três vezes se desviou de diante de mim; se ela se não desviara de diante de mim, na verdade que eu agora te mataria e a ela deixaria com vida.
34 Então, Balaão disse ao Anjo do SENHOR: Pequei, que não soube que estavas neste caminho para te opores a mim; e, agora, se parece mal aos teus olhos, tornar-me-ei.
35 E disse o Anjo do SENHOR a Balaão: Vai-te com estes homens, mas somente a palavra que eu falar a ti, esta falarás. Assim, Balaão foi-se com os príncipes de Balaque.
Pois é, caro prémio Nobel, a burra de Balaão falou e o Caim matou Abel e nada disto são metáforas.
"O trajecto é o das trevas para a luz"
" ...Ifigénia torna-se na própria imagem do sujeito, num duplo do autor. É ela que gera toda a transformação. E é mulher. Daí, (desse acaso?) nasce a mais nobre descoberta, a da identificação do conhecimento, da inteligência, com o próprio princípio feminino por oposição ao princípio masculino, da entrega mais do que da posse, ou da força. É ela o ser pensante e o ser sensível. Há na peça, evidentemente, a defesa histórica da mulher como ser inteligente, mas mais do que a defesa dos seus direitos, há a descoberta de uma nova maneira de estar vivo, a maneira feminina, daquela que não tem espada, e porque não tem espada vai gerar mais vida. A defesa da fragilidade. E da fragilização. E da paz...."
Luis Miguel Cintra
A Cornucópia faz bem à nossa saúde mental e física. Das muitas batalhas que travamos pode nascer a paz. É preciso persistir com inteligência e coragem, valorizando o essencial que nos ilumina e depreciando a mesquinhez que nos cega.
Bravo!
À minha espera 635 emails. Feita a limpeza sobram 462.
É demais. Dóiem-me as costas. Mais precisamente aquela espécie de bolinha do pescoço, lá atrás...
Tanta gente! tanta pressa! É tudo tão urgente. O que nos faz correr, Deus meu?
A Paranóia é uma psicose que se caracteriza pelo desenvolvimento de um delírio crónico (de grandeza, de perseguição, de zelo etc.), lúcido e sistemático, dotado de uma lógica interna própria, não estando associado a alucinações. A paranóia não acarreta o deterioramento das funções psíquicas externas à actividade delirante. Estas duas últimas características distinguem-na da esquizofrenia paranóide.
No indivíduo paranóico, um sistema delirante amplo e totalmente defasado da realidade pode coincidir com áreas bem conservadas da personalidade e do funcionamento social do sujeito, pelo que a repercussão da paranoia no funcionamento geral do indivíduo é muito variável - a bizarria dos comportamentos do indivíduo depende do âmbito mais ou menos restrito do sistema delirante, pois a atitude geral é coerente com as convicções e suspeitas; por exemplo, quando o delírio é amplo, integrando todos os familiares ou colegas de trabalho num conflito prejudicial ao sujeito, as suas atitudes de defesa e/ou de vingança tornam-se tão inadequadas e graves que conduzem a graves defeitos pessoais e sociais. Os conteúdos típicos dos delírios incluem a perseguição, o ciúme, o amor (erotomania) e a megalomania (crença na própria posição e poder superiores).
da Wikipédia
Sr Presidente, presida, não tente apenas, tentar é nada!
Homens do Presidente, tratem-se!
JMF, sê honesto!
José Sócrates acalme-se! A novela vai ficar sem audiências. Eu percebo, não é fácil. Não perca as estribeiras. É preciso alguma elevação no meio de tanta sujeira. Faça a diferença. Obrigado.