foto daqui
Mais uma vez sobra para nós os dois. Pois então vamos lá ajudar a matar o dengue ... gratuitamente ... como é habitual.
Usem e abusem no insecticida no regresso!
(E a minhas receitas em plano inclinado nesta linha!)
Sacode as nuvens que te poisam nos cabelos, Sacode as aves que te levam o olhar. Sacode os sonhos mais pesados do que as pedras. .... Sophia de Mello Breyner
foto daqui
Mais uma vez sobra para nós os dois. Pois então vamos lá ajudar a matar o dengue ... gratuitamente ... como é habitual.
Usem e abusem no insecticida no regresso!
(E a minhas receitas em plano inclinado nesta linha!)
foto tirada daqui
Estes "meninos" partiram ontem de Lisboa e chegaram hoje a Luanda.
O lindão da esquerda para além dos passageiros e respectiva bagagem levou 16 toneladas de carga. O grandão da direita - inteirinho só para mim, em cima e em baixo - levou a tripulação e 95 toneladas.
Sou uma mulher realizada... hoje.
E esta parelha vai repetir a façanha em direcção a sul. E atenção que o da direita também voa com "call-sign" TP ... UAUHH!
"(-Estou melhor)
não sinto febre mana, amanhã saímos as duas a fazermos sombra no mar como a Beatriz dizia dos cavalos, galopamos num sorriso que dá pena e numa certeza que dá mais pena ainda, não gosto de ninguém e contudo pronuncio o teu nome ...
... que livro este senhores, a caneta desistiu de andar, informou
-Não ando
e por conseguinte como se acaba o capítulo, entrou no corredor a caminho do quarto e a chuva mais forte, amanhã um tijolo a faltar na chaminé e os toiros sob as azinheiras num cacho infeliz, podia terminar neste parágrafo e não termino, prossigo, não morro, quanto mais me desejarem a morte eu mais vivo ...
-Que senhor é aquele que não faz sombra em parte alguma?"
António Lobo Antunes
Estou a ler ... e a gostar.
Este é o tempo
Da selva mais obscura
Até o ar azul se tornou grades
E a luz do sol se tornou impura
Esta é a noite
Densa de chacais
Pesada de amargura
Este é o tempo em que os homens renunciam.
Sophia de Mello Breyner
Falésias. Tão inocentes e belas. Quem acredita que o perigo espreita?
(Existem também as falésias virtuais, mas essas são assustadoras)
... Desta vez assustou-me o facto de me terem fustigado enquanto médico e não como blogger que escreveu mais um texto. Bem sei que sou médico, mas o senhor entende o que quero dizer. E chegaram a ameaçar-me de participações à Ordem (que não temo, nada fiz para as temer, mas isso chocou-me muito).
Sabe? Senti pela primeira vez que esta blogosfera de agora não se dá ao trabalho de ler os outros (já que vai ler...) cuidadosamente, nem a tentar perceber o que está escarrapachado nos textos - e o senhor sabe, não a apreciando, a forma "esguichada" como por vezes escrevo, estando, contudo e quase sempre "lá tudo escarrapachado" - e que se tornou (se calhar já era e não dei fé) liminarmente punitiva.
Houve quem percebesse, senti isso. Mesmo alguns dos que me atiçaram, como médico, aos cães acabaram por perceber, depois. Mas lá está: foi preciso um texto que parece um relatório, tudo certinho e sem palavrões, para (acredito) entenderem o que estava ali.
Já passou. Não pretendi ofender ninguém, gritei contra uma casta de pessoas que não se confunde com o universo dos meus doentes, mas acabei a pedir desculpas. É no que dá, um besugo a escrever sem ser na sua sebenta molhada.
Não podia deixar de lhe dizer isto: agradeço-lhe, mas não foi vergonha que senti. Senti-me acossado. Quem não deve não teme? Eu sei o ditado. E nada devo, acredite. Mas aprendi a temer sem dever, voilà, tempos modernos.
A sua comentadora anterior está mais próxima da minha verdade: vai haver mesmo auto-censura. Ou então, porque nunca fui pide de ninguém e não vou ser agora pide de mim mesmo, vai haver cessação. É o mais certo.
Desculpe ter-lhe tomado assim o tempo, já lhe agradeci ali em cima, isto vai longo. Continuação da boa prosa. Assunto encerrado, pela minha parte.
Cumprimentos
besugo
A blogsfera - ou pelo menos parte dela - não merecia os textos do Besugo. As reacções ao texto causador do adeus desvendaram claramente o que é iliteracia. Lêem mas não entendem. Lêem e não contextualizam. Julgam e condenam com uma imaturidade revoltante.
Provavelmente o Besugo nunca me irá ler aqui no meu cantinho, até agora só com uma visita incómoda e muito injusta. Isso não me vai impedir de lhe lançar um apelo:
A sua prosa - aquela sem medida - merece o prelo. Publique! Pense nisso!
A Bíblia conta que Balaão ía ao encontro do poderoso Balaque, negociar uma “profecia” de maldição sobre o povo de Israel.
21 Então, Balaão levantou-se pela manhã, e albardou a sua jumenta, e foi-se com os príncipes de Moabe.
22 E a ira de Deus acendeu-se, porque ele se ia; e o Anjo do SENHOR pôs-se-lhe no caminho por adversário; e ele ia caminhando, montado na sua jumenta, e dois de seus moços com ele.
23 Viu, pois, a jumenta o Anjo do SENHOR que estava no caminho, com a sua espada desembainhada na mão; pelo que desviou-se a jumenta do caminho e foi-se pelo campo; então, Balaão espancou a jumenta para fazê-la tornar ao caminho.
24 Mas o Anjo do SENHOR pôs-se numa vereda de vinhas, havendo uma parede desta banda e uma parede da outra.
25 Vendo, pois, a jumenta o Anjo do SENHOR, apertou-se contra a parede e apertou contra a parede o pé de Balaão; pelo que tornou a espancá-la.
26 Então, o Anjo do SENHOR passou mais adiante e pôs-se num lugar estreito, onde não havia caminho para se desviar nem para a direita nem para a esquerda.
27 E, vendo a jumenta o Anjo do SENHOR, deitou-se debaixo de Balaão; e a ira de Balaão acendeu-se, e espancou a jumenta com o bordão.
28 Então, o SENHOR abriu a boca da jumenta, a qual disse a Balaão: Que te fiz eu, que me espancaste estas três vezes?
29 E Balaão disse à jumenta: Porque zombaste de mim; tomara que tivera eu uma espada na mão, porque agora te mataria.
30 E a jumenta disse a Balaão: Porventura, não sou a tua jumenta, em que cavalgaste desde o tempo que eu fui tua até hoje? Costumei eu alguma vez fazer assim contigo? E ele respondeu: Não.
31 Então, o SENHOR abriu os olhos a Balaão, e ele viu o Anjo do SENHOR, que estava no caminho, e a sua espada desembainhada na mão; pelo que inclinou a cabeça e prostrou-se sobre a sua face.
32 Então, o Anjo do SENHOR lhe disse: Por que já três vezes espancaste a tua jumenta? Eis que eu saí para ser teu adversário, porquanto o teu caminho é perverso diante de mim;
33 porém a jumenta me viu e já três vezes se desviou de diante de mim; se ela se não desviara de diante de mim, na verdade que eu agora te mataria e a ela deixaria com vida.
34 Então, Balaão disse ao Anjo do SENHOR: Pequei, que não soube que estavas neste caminho para te opores a mim; e, agora, se parece mal aos teus olhos, tornar-me-ei.
35 E disse o Anjo do SENHOR a Balaão: Vai-te com estes homens, mas somente a palavra que eu falar a ti, esta falarás. Assim, Balaão foi-se com os príncipes de Balaque.
Pois é, caro prémio Nobel, a burra de Balaão falou e o Caim matou Abel e nada disto são metáforas.