domingo, 29 de novembro de 2009

A floresta, a árvore, os arbustos, o mar e o ar.

Formando opinião lendo os meus bloggers favoritos.

O mais prolixo no tempo que passa:

  • Há uma rede de micropoderes, de poderes centrífugos, locais, familiares e regionais, com uma variedade de conflitos, dotados de articulações horizontais, mas onde também surge uma articulação vertical, uma integração institucional dos poderes múltiplos tendente para um centro político, para um poder centrípeto.
    Entre esses vários micropoderes, importa salientar os chamados poderes difusos que actuam pela persuasão e pela sedução. É o caso do poder dos meios de comunicação social, ...

O mais criativo e convincente - o Valupi:

  • E se o culpado estiver inocente?
  • A facilidade com que se diz que Armando Vara é corrupto, e que corrupto foi ao longo da sua carreira, fazia dele o comparsa ideal para apanhar Sócrates numa armadilha. Como qualquer um sabe por experiência própria, não somos imunes à difamação. Quando nos fazem uma denúncia, que X fez isto ou disse aquilo, que Y não presta, pelo menos a suspeita fica connosco, ou até a completa adesão ao relato se vier de fonte credível. Se o visado da difamação for um político, não tem qualquer forma de escapar ao dano. É geral a crença de que a classe política é composta maioritariamente por criminosos que dominam o sistema e que, por isso, nunca são apanhados. A história da produtividade da Justiça em Portugal consolida a paranóia e faz dela uma evidência à prova de contraditório. Assim, Vara é culpado, mesmo que nada nunca se prove contra ele.

    Muitas vezes conjugando a genialidade com o humor:

    A GUARDA AVANÇADA DO GENERAL INVERNO

    O jornalista aproveitou o balanço para fazer um dos seus comentários elevados e pungentes que tão característicamente definem a sua ética profissional, dizendo que aquele retrato estava de acordo com este Inverno do nosso descontentamento. Foi essa também a forma de mostrar aos pategos que ele, Mário Crespo, com ela, Felícia Cabrita, levavam um avanço de 25 dias em relação ao povoléu que ainda estava a curtir o Outono. Aquele casal de famosos e corajosos jornalistas já tinha chegado à próxima estação. São a guarda avançada do General Inverno.

    O - em boa hora regressado - Besugo com lúcida ironia:

    Suponho que a pretensão dos professores é justa: não querem depender de vagas para irem subindo na carreira. Pretendem um exército com muitos generais.
    E provavelmente está bem assim, que o ensino público não é a tropa.

    João Gonçalves no mar num dia menos zangado (Parabéns!)

    Faz de conta que o homem que pesca está sentado no dorso de um felino que desafia o mar. E que a segurança não lhe advém da cadeira mas sim da escarpa em forma de felino. É justamente o felino que existe em cada um de nós - naqueles que não fazem questão de exibir a sua extraordinária "pessoa humana" - que permite continuar. Ontem tomei banho naquele mesmo mar. E hoje estou um ano mais velho do que estava no instante em que mergulhava. A partir de determinada idade, os aniversários só podem ser celebrados nas costas de um felino.

    E a política pura e dura com o Hoje há conquilhas ...

    Há cheiro a pólvora no ar.

    Ontem, no Parlamento, toda a oposição, do CDS ao PCP, se juntou contra a entrada em vigor do Código Contributivo. Esta legislatura já tem o caminho traçado. E percebe-se porquê: à excepção do CDS, nenhum partido da oposição se conformou com os resultados eleitorais. O PSD acreditou que podia ganhar as eleições, mas não ganhou; o BE queria alcançar um resultado que lhe desse maioria absoluta juntamente com o PS para ser o maestro do Parlamento, mas não conseguiu. O PCP estava convicto que as suas lutas de rua, sobretudo a dos professores e da função pública, lhe daria um lugar no pódio, mas foi o partido menos votado. Um mês após a tomada de posse do Governo, há no ar um cheiro a pólvora. Todos querem a desforra. Agora, vem aí o Orçamento de Estado. Pelo andar da carruagem, pode muito bem acontecer que o PSD dispute as «directas» internas para a escolha do seu novo líder durante a próxima campanha eleitoral para as legislativas.

    Há mais alguns de leitura diária, ficam para a próxima ronda.

     

domingo, 8 de novembro de 2009

Este pequenote leva ajuda a Cabo Verde

         91989_1173569535[1]

                                                         foto daqui

 

Mais uma vez sobra para nós os dois. Pois então vamos lá ajudar a matar o dengue ... gratuitamente ... como é habitual.

Usem e abusem no insecticida no regresso!

(E a minhas receitas em plano inclinado nesta linha!)

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Lindos meninos

                                                                  foto tirada daqui

Estes "meninos" partiram ontem de Lisboa e chegaram hoje a Luanda.

O lindão da esquerda para além dos passageiros e respectiva bagagem  levou 16 toneladas de carga. O grandão da direita - inteirinho só para mim, em cima e em baixo - levou a tripulação e  95 toneladas.

Sou uma mulher realizada... hoje.

E esta parelha vai repetir a façanha em direcção a sul.  E atenção que o da direita também voa com "call-sign" TP ...  UAUHH!

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

-Talvez não acredites mas os cavalos fazem sombra no mar

 

"(-Estou melhor)

não sinto febre mana, amanhã saímos as duas a fazermos sombra no mar como a Beatriz dizia dos cavalos, galopamos num sorriso que dá pena e numa certeza que dá mais pena ainda, não gosto de ninguém e contudo pronuncio o teu nome ...

... que livro este senhores, a caneta desistiu de andar, informou

-Não ando

e por conseguinte como se acaba o capítulo, entrou no corredor a caminho do quarto e a chuva mais forte, amanhã um tijolo a faltar na chaminé e os toiros sob as azinheiras num cacho infeliz, podia terminar neste parágrafo e não termino, prossigo, não morro, quanto mais me desejarem a morte eu mais vivo ...

-Que senhor é aquele que não faz sombra em parte alguma?"

                                                       António Lobo Antunes

Estou a ler ... e a gostar.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Este é o tempo

Este é o tempo
Da selva mais obscura

Até o ar azul se tornou grades
E a luz do sol se tornou impura

Esta é a noite
Densa de chacais
Pesada de amargura

Este é o tempo em que os homens renunciam.



Sophia de Mello Breyner

domingo, 25 de outubro de 2009

Olhos de Água

    olhos dagua 024

olhos dagua 017

olhos dagua 029

olhos dagua 023

olhos dagua 040 Fotos de férias

Falésias. Tão inocentes e belas. Quem acredita que o perigo espreita?

(Existem também as falésias virtuais, mas essas são assustadoras)

sábado, 24 de outubro de 2009

Até Sempre Besugo!

... Desta vez assustou-me o facto de me terem fustigado enquanto médico e não como blogger que escreveu mais um texto. Bem sei que sou médico, mas o senhor entende o que quero dizer. E chegaram a ameaçar-me de participações à Ordem (que não temo, nada fiz para as temer, mas isso chocou-me muito).
Sabe? Senti pela primeira vez que esta blogosfera de agora não se dá ao trabalho de ler os outros (já que vai ler...) cuidadosamente, nem a tentar perceber o que está escarrapachado nos textos - e o senhor sabe, não a apreciando, a forma "esguichada" como por vezes escrevo, estando, contudo e quase sempre "lá tudo escarrapachado" - e que se tornou (se calhar já era e não dei fé) liminarmente punitiva.
Houve quem percebesse, senti isso. Mesmo alguns dos que me atiçaram, como médico, aos cães acabaram por perceber, depois. Mas lá está: foi preciso um texto que parece um relatório, tudo certinho e sem palavrões, para (acredito) entenderem o que estava ali.
Já passou. Não pretendi ofender ninguém, gritei contra uma casta de pessoas que não se confunde com o universo dos meus doentes, mas acabei a pedir desculpas. É no que dá, um besugo a escrever sem ser na sua sebenta molhada.
Não podia deixar de lhe dizer isto: agradeço-lhe, mas não foi vergonha que senti. Senti-me acossado. Quem não deve não teme? Eu sei o ditado. E nada devo, acredite. Mas aprendi a temer sem dever, voilà, tempos modernos.
A sua comentadora anterior está mais próxima da minha verdade: vai haver mesmo auto-censura. Ou então, porque nunca fui pide de ninguém e não vou ser agora pide de mim mesmo, vai haver
cessação. É o mais certo.
Desculpe ter-lhe tomado assim o tempo, já lhe agradeci ali em cima, isto vai longo. Continuação da boa prosa. Assunto encerrado, pela minha parte.
Cumprimentos
besugo

 

A blogsfera - ou pelo menos parte dela - não merecia os textos do Besugo. As reacções ao texto causador do adeus desvendaram claramente o que é iliteracia. Lêem mas não entendem. Lêem e não contextualizam. Julgam e condenam com uma imaturidade revoltante.

Provavelmente o Besugo nunca me irá ler aqui no meu cantinho, até agora só com uma visita incómoda e muito injusta. Isso não me vai impedir de lhe lançar um apelo:

A sua prosa - aquela sem medida  - merece o prelo. Publique! Pense nisso!