quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Hoje Crespo na TV

Um sonso. Falso. Hipócrita.

Quando escreve a pena é colérica. Quando fala a palavra é mansa.

A lentidão exagerada com que pronuncia as palavras. A brandura da face, o sorriso educado e o gesto contido escondem, às vezes mal, uma fera pronta a atacar a presa. A sua prosa, de má qualidade, prova-o.

E os socialistas que se sentam a seu lado estão ceguinhos? Ainda não perceberam que estão a ser usados como troféus.

… ou perceberam? E o caso é grave.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Liberdade de expressão. Um problema resolvido? ou apenas o lançamento de um livro num país que perdeu o tino.

O jornalista da SIC Mário Crespo afirmou hoje que "começa a haver demasiados 'problemas' resolvidos em Portugal", referindo-se a jornalistas que terão sido afastados de órgãos de comunicação social por serem vozes incómodas para o Governo.

O jornalista afirma ter, ontem de manhã, contactado Zita Seabra (da editora Altheia), para publicar um livro em que essa crónica será um "elemento determinante". O livro é lançado já na quinta-feira, com prefácio de Medina Carreira.

Liberdade de expressão em causa? De imediato denunciada por toda a CS e blogofera com a publicação do objecto de censura, como seria previsível.

Num país onde ontem se decide publicar um livro e 5 depois é  lançado no mercado? E anda há quem assegure que a produtividade anda pelas ruas de amargura.

História mal contada ou fabricada pelos criativos que por aí pululam, especialistas na gestação de conflitos desnecessários? O PM virou burro ou bebeu uma pinguita a mais? Ou está tudo grosso!

Ai Agostinho!
Ai Agostinha!
Que rico vinho
Mais uma pinguinha
Este país é um colosso
Está tudo grosso!
Está tudo grosso!

Ai Agostinho!
Ai Agostinha!
Que rico vinho
Mais uma pinguinha
Este país perdeu o tino
A armar ao fino!
A armar ao fino!

Isto é que vai uma crise
Isto é que vai uma crise
Isto é que vai uma crise

Ai! Ivone Silva, que falta fazes! Por onde andam os humoristas de Portugal? Isto é que vai uma crise!

 

 

domingo, 31 de janeiro de 2010

Agências de rating

Vamos lá a ver se percebi bem:

Estudam a economia dos países e das empresas. Analisam os orçamentos dos estados. Avaliam a capacidade de pagamento dos empréstimos pedidos aos bancos. Determinam as taxas de juro a pagar a esses mesmos bancos.

Se sobreavaliarem os juros, quem ganha? Os bancos.

Pois! E é tudo gente da máxima competência e confiança!

Economistas

 

Sabem tudo. Têm solução para todos os problemas da Pátria e da Humanidade. Não têm dúvidas.  Aprenderam todos a mesma doutrina e propagam-na aos 4 ventos. A receita é sempre a mesma – cortar nas despesas. Quais despesas? Aqui invariavelmente divagam generalidades.

E se abandonassem as teorias e pusessem as mãos na massa produzindo algo de útil e lucrativo para o país?  Produzir palavras é pouco, muito pouco, para tanta “sabedoria “.

Já não há paciência para tantos génios iluminados. Arre!

domingo, 24 de janeiro de 2010

Manuel Alegre, O que farias com o meu voto?

Livro: meu suor meu sangue
aqui te deixo no cimo da pátria
Meto a viola debaixo do braço
e viro a página. Adeus.
Manuel Alegre
Não meteste a viola debaixo do braço e também não viraste a página. Dividiste o PS, o teu partido de sempre. E agora ? As sondagens não te são favoráveis. Tens algum tempo ainda. Vá! Convence-me!

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Via Caracas a nossa ajuda ao Haiti

O Airbus A330-200 da TAP Portugal: frota moderna e confortável

A bordo a nossa contribuição para as vítimas do Haiti. Levaremos tudo o que não coube no C130 da Força Aérea. Só espero que o transbordo para o n/C130 se faça por lá  sem impedimentos burocráticos.

O Huguinho não está a gostar muito de tanta interferência. Esperemos que a diplomacia faça o seu trabalho. Nós estamos a fazer  o nosso.

Adenda:

Afinal não foi o CS-TOE foi o CS-TOL – um irmão gémeo e também conhecido por João Gonçalves Zarco .

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Olha, as velas arderam até ao fim.

“… O pai de Krisztina acusou-me de ter sobrevivido… nós os dois sobrevivemos a uma mulher… tu, ao te ires embora, eu, ao ficar aqui. Sobrevivemos com cobardia ou com cegueira, com ressentimento ou com prudência, o facto é que sobrevivemos.

… Quem sobrevive ao outro é sempre traidor … Morreu, porque te foste embora, morreu porque eu fiquei e não me aproximei dela, morreu porque nós dois, homens a quem ela pertencia, fomos mais vis, orgulhosos, cobardes, barulhentos e silenciosos que o que um mulher podia suportar, porque fugimos dela e a traímos, porque lhe sobrevivemos.”

                                                                                   Sándor Mára

“As Velas arderam até ao fim” . Um livro com a etiqueta: a reler.