quinta-feira, 11 de março de 2010

Magnetismo

Com que então dentro dos limites a 4,6 m?

- 0,0052 Gauss, dizem vocês?  Então venha de lá o gaussímetro!

             

Que canseira ontem e hoje, só para provar o contrário!

Para a história ficam agrafadores a voar, telemóveis com vida própria a sairem dos bolsos e bússolas avariadas.

7 Gauss mesmo ao pé, 5 G a 1m, 1,5 G a 2m  e 0,5 G a 4,6m.

Vai ficar em terra.

Que aldrabões ! E alemães! E ainda por cima permitem-se duvidar. Soberbos! Só olham para o seu umbigo. Inconscientes! Burros!

Imperdoável!

É cá uma revolta. Não sei se vos diga, se vos conte.

quarta-feira, 10 de março de 2010

A história de um palhaço

Fez-se então palhaço e foi trabalhar para o circo. Só saía à noite. De dia ficava no covil … 

  … vi que há homens tão desgraçados que, se têm dores, são ridículas. As suas amarguras fazem rir a multidão. … Outros têm na vida um método e vão por aí fora e tudo subordinam às suas ideias, torcendo a vida para que ela caiba dentro das regras. Riem, choram, atropelam-se. Sofrem e fazem sofrer. E as árvores gelam de flor … tudo em torno é indiferente a esta comédia, em que uns não sabem para que, há tantos séculos, representam e os outros, de tanto escutarem, vão ouvindo sempre, sempre as mesmas coisas, monótonas e repetidas …

Raul Brandão

domingo, 7 de março de 2010

Nome de Guerra – José de Almada Negreiros

Um romance só em capítulos (alguns):

I - AS PESSOAS PÔEM NOMES A TUDO E A SI PÓPRIAS TAMBÉM

II – A SOCIEDADE SÓ TEM QUE VER COM TODOS. NAO TEM QUE CHEIRAR COM CADA UM.

III – UMA JUDITE QUE NÃO SE CHAMA ASSIM

IV – ÀS VEZES O DIA COMEÇA À NOITE

…e lá mais para a frente

XIII – QUANDO AS AJUDAS DESISTEM, PEGA A CONSPIRAÇÃO

XVI – CADA UM VAI ATRÁS DA SUA IDEIA, OU É A SUA IDEIA QUE VAI ATRÁS DE CADA UM?

XXI – NÃO SABENDO BEM POR ONDE ANDA A REALIDADE, O PROTAGONISTA COMEÇA A FAZER FOTOGRAFIAS COM A IMAGINAÇÃO

XXIV – QUANTO MAIS SE SABE, MAIS VAI FICANDO POR SABER

XXX – NEM TODOS OS QUE ACABAM DE DORMIR FICAM LOGO ACORDADOS

XXXIII – QUANDO SE PASSA DE UM LUGAR PARA OUTRO, LEVAMOS EM GERAL O PRIMEIRO LUGAR CONNOSCO

XXXV – O PROTAGONISTA FAZ PONTARIA A UM ALVO QUE AINDA NÃO SE VÊ

XXXVI – OS LUGARES FAZEM MUDAR AS PESSOAS OU O AR NÃO É O MESMO EM TODA A PARTE

XXXVII – UMA DAS MANEIRAS DE NÃO VER UMA COISA É POR-LHE OUTRA DIANTE

XLV – OS PALERMAS QUE NÃO SABEM NADA DA VIDA SÃO PIORES QUE OS MALANDROS

XLVI – A MENTIRA DESCOBERTA PARECE A VERDADE MAS AINDA É SÓ A MENTIRA

LII – O PROTAGONISTA COMEÇA A DESCOBRIR O MUNDO ATRAVÉS DE UMA LENTE FEITA COM OS PERSONAGENS QUE ELE CONHECEU

LIII – EPISÓDIO DE UM CACHO DE BANANAS QUE JÁ NÃO TEM NADA A VER COM O PROTAGONISTA

LIV – O PROTAGONISTA ALUGA A SUA INDEPENDÊNCIA

LVII – OS ANTIGOS AMIGOS DO PROTAGONISTA VISTOS DAS ESTRELAS

LIX – AS ESTRELAS SÃO PESCADORAS E ANDAM À PESCA DE GENTE

LXII – O TRAMPOLIM DO SALTO MORTAL PARA A SEGUNDA NATUREZA

LXIII – DERRADEIROS ENCONTROS DE VIZINNHANÇA ENTRE A PRIMEIRA E A SEGUNDA NATUREZAS

LXIV e o último – FINALMENTE O PROTAGONISTA TOMA O PARTIDO DAS ESTRELAS

… bem, agora é hora de reler o conteúdo dos capítulos . Há alí em cima muito para meditar.

sábado, 6 de março de 2010

Horóscopo de Portugal - O futuro é sermos tudo

Alguém dizia há pouco na TV: “Estamos hoje, e já estivemos tantas vezes, à beira do precipício mas nunca demos o passo em frente”.

Porquê? É um enigma por decifrar.

Serão os astros os nossos anjos-da-guarda?  Guardar-nos-ão para o Quinto Império, como idealizou Pessoa? Apetece fechar os olhos e os ouvidos e sonhar alto, até ao céu.

O que calcula que seja o futuro da raça portuguesa? — O Quinto Império. O futuro de Portugal — que não calculo, mas sei — está escrito já, para quem saiba lê-lo, nas trovas do Bandarra, e também nas quadras de Nostradamus. Esse futuro é sermos tudo. Quem, que seja português, pode viver a estreiteza de uma só personalidade, de uma só nação, de uma só fé? … Absorvamos os deuses todos! Conquistámos já o Mar: resta que conquistemos o Céu, ficando a terra para os Outros, os eternamente Outros, os Outros de nascença, os europeus que não são europeus porque não são portugueses. Ser tudo, de todas as maneiras, porque a verdade não pode estar em faltar ainda alguma cousa! Criemos assim o Paganismo Superior, o Politeísmo Supremo! Na eterna mentira de todos os deuses, só os deuses todos são verdade”

No passado tivemos o Bandarra, que nos prometeu D. Sebastião e o Fernando Pessoa que nos legou o Quinto Império. Hoje, desgraçadamente, temos Medinas Carreiras  que nos garantem o abismo, o nada, o inferno. Já alí. Tão perto.

A verdade é que o “o sonho comanda a vida”, e “amanhã será um novo dia”.

Até lá!

terça-feira, 2 de março de 2010

Paulo Pinto Mascarenhas e o nojo no “i”

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Cuidado “anónimos” com pseudónimos da blogosfera a patrulha macartista vigia e denuncia em terras lusas.

A minha solidariedade para com o Jumento.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

O louco que a justiça soltou - Helena Garrido

Triste o país que desvaloriza os seus sucessos e se alimenta dos seus fracassos. Que se delicia a escutar e a espreitar a sua caminhada para o caos social e político, na ilusão de que está a fazer justiça e enquanto vai empobrecendo. Portugal está assim, como um louco a destruir tudo à sua volta.
Não ficará pedra sobre pedra em nenhuma instituição, é o que parece termos prometido a nós próprios. Governo, Tribunais, Banco de Portugal... Partidos e tribunais, políticos e juízes, governantes e opositores, empresas e gestores, jornalistas... O louco que se soltou no País esmaga, deliciado, a credibilidade de tudo e todos sem que encontre pela frente alguém que lhe faça frente.
Tudo parece desaguar no vazio que se foi gerando na Justiça. Porque a justiça não funciona - ou não funciona como cada um acha que deve funcionar -, façamos então justiça pelas nossas próprias mãos.
E no meio da maior crise económica e financeira desde a Segunda Guerra Mundial, discutimos escutas que quem tinha a obrigação de manter longe dos ouvidos de todos colocou na praça pública. A intenção de quem o fez, desconhecemo-la. Para nós, simples cidadãos, está criada a ilusão de que assim fazemos a justiça que a Justiça não faz.
Sim, estamos todos fartos de ver figuras públicas indiciadas sem que a mão da Justiça chegue até elas. No futebol, na política, nas empresas... E se nós, que assistimos de longe a esse espectáculo, estamos cansados e desalentados, como estarão aqueles que têm como trabalho investigar, acusar e fazer justiça? Revoltados? É a revolta que explica ter-se caído na tentação de fazer justiça com o que se tem à mão, o "You Tube" ou os jornais? Compreende-se mas não se pode apoiar.
O mau funcionamento da Justiça gerou justiceiros que, apoiados em cumplicidades variadas e inteligentes manipulações do sistema, condenam com trânsito em julgado, e sem direito de defesa ou resposta, todos quantos caiam numa escuta.
Todos queremos e temos o direito de saber. Mais informação é sempre melhor que menos informação. Mas cada condenado na praça pública que vai caindo é mais uma estrutura que se destrói na construção da nossa sociedade. Lentamente, com mesquinhas vinganças diárias que pensamos ser justiça, caminhamos para a nossa autodestruição.
Hoje satisfaz-nos ver apedrejar no espaço público quem julgamos saber que violou leis fundamentais. Amanhã, quando as pedras caírem por todo o lado, e a todos acertarem, clamaremos pela Justiça que julga com provas. E nessa altura, se não mesmo já, neste momento, a Justiça já estará totalmente destruída.
Contrariar o caminho que estamos a seguir parece quase impossível. O sistema parece estar em dinâmica autodestrutiva. É no interior da Justiça que está o motor dessa autodestruição. Estamos a assistir à reacção da Justiça contra a sua própria incapacidade de fazer Justiça.
O louco que a Justiça soltou tem a força e o ânimo para nos empurrar violentamente para fronteiras mais negras que a actual mais grave crise económica e financeira das últimas seis décadas.
Quem nos poderá salvar do louco que se soltou? Apenas a Justiça o poderá prender.

helenagarrido@negocios.pt

Este artigo vai ficar para a história destes dias negros.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Madeira

     

 

Coragem, compatriotas!