domingo, 21 de março de 2010

Porque hoje é dia de poesia

Dez réis de esperança


Se não fosse esta certeza
que nem sei de onde me vem,
não comia, nem bebia,
nem falava com ninguém.
Acocorava-me a um canto,
no mais escuro que houvesse,
punha os joelhos á boca
e viesse o que viesse.

….

se não fosse a fome e a sede
dessa humanidade exangue,
roía as unhas e os dedos
até os fazer em sangue.

 

António Gedeão

O País

O País não pode viver neste clima de suspeição” – Disse Pedro Passos Coelho

Quem é ele para falar em nome do País? Mostre lá a procuração!

A suspeição tem raízes nos justiceiros comprometidos de Aveiro, fez o seu caminho até Lisboa, chegou ao Sol e aos satélites adjacentes, assentou arraias em S. Bento e dalí continua a alimentar os jornais e TVs, para ir queimando em lume brando o PM.

À vingança chamam justiça. A sede de poder é imensa e a estratégia  não olha a meios.

Quanto ao País, amanhã é domingo e depois de amanhã segunda-feira. O país não vai parar… apesar do PEC … virtual ou não.

sábado, 20 de março de 2010

Ora ainda bem!

 

José Medeiros Ferreira diz aqui que o PEC “é um exercício virtual que os Estados membros da zona euro apresentam sem convicção para obedecer ao diktat de Frankfurt de 1998.”

Convenceu-me!

 

Também me parece que um país como o nosso não pode prescindir de uma transportadora aérea nacional que garanta a ligação com o Brasil, os EUA e os países lusófonos de África. A perda do controle público sobre a definição das linhas da TAP, que é uma empresa bem gerida, pode pôr em causa aspectos essenciais da política externa portuguesa.”

 

Manuel Alegre

sexta-feira, 19 de março de 2010

O PEC

Entre a espada e a parede, Sócrates, forçado, escolheu a parede, resignando-se à perda de soberania. Os ditames vieram do exterior, eu sei. Era  inevitável, dizem. Não sei se era. Há que realçar que os profetas da desgraça locais, quais Miguéis de Vasconcelos, ajudaram à “festa”.

As ajudas sociais são essenciais à sobrevivência de muitos compatriotas com dignidade. Não dispenso a nobreza da generosidade para com os mais fracos e desemparados. Não concordo com cortes cegos.

Quanto à parte que me toca, tenho a certeza que um abrute alemão com asas vai estar muito interessado na compra de uma certa empresa. Há muito que  cobiça parte importante do nosso património. A sua actuação  no mercado, nas grandes ou pequenas opções, nem sequer é subtil. A sua avidez pelo domínio dos céus não tem limites.

O desrespeito continuado pelo Pacto de Estabilidade e Crescimento pode obrigar, “no limite”, à expulsão de um país do grupo da moeda única, admitiu esta quarta-feira a chanceler alemã Angela Merkel

É preciso estar atento a esta ameaça. Parceiros desta senhora já sugeriram à Grécia a venda de território nacional, humilhando assim um povo, que merece o maior respeito quer pela história milenar quer pelo legado cultural. A Portugal vão querer comprar as asas com que voa por esse mundo fora.

(A minha secreta esperança é que tudo isto seja só para “Alemão” ver. Até pode ser que “um golpe de asa”, acelere o crescimento e o PEC fique pelo caminho. Quem sabe? Tavez o V Império esteja já aí ao virar da esquina. Ainda é permitido sonhar? o pensamento ainda é livre?  ou já não?)

Não há machado que corte
a raiz ao pensamento:
não há morte para o vento,
não há morte.

Se ao morrer um coração
morresse a luz que lhe é querida,
sem razão seria a vida,
sem razão.

Nada apaga a luz que vive
num amor, num pensamento,
porque é livre como o vento,
porque é livre.

Carlos Oliveira

Bons sonhos!

domingo, 14 de março de 2010

Privatizações

 

Não concordo.

 

O congresso

Anúncios:

o fim do regime

a dessocratização

Vão fazê-lo concretamente usando a mão, o indicador e o polegar, votando.

Fácil … de mais.