sexta-feira, 14 de maio de 2010

As nuvens de cinzas vulcânicas … hoje

Que desperdício de combustível para as contornar!

A situação está muito complicada … ainda. Os dias estão difíceis. Mais combustível a bordo, significa mais peso à descolagem e portanto menos peso para a carga a embarcar. A pressão dos clientes aumenta. É tudo muito urgente … E há quem não queira compreender que, aeroportos abertos não significa retorno à  normalidade.

Que mais nos irá acontecer!

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Surpreendentes? Então os sábios da Economia não sabiam?… ou era para esconder debaixo do tapete?

A economia portuguesa cresceu no primeiro trimestre uns surpreendentes 1%, o que faz de Portugal o país com o crescimento mais forte em cadeia quer da Zona Euro, quer da União Europeia quer mesmo do mundo desenvolvido.

 

Jornal de Negócios

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Memorável

O Papa usou palavras duras para falar dos casos de pedofilia na Igreja Católica e disse que estes escândalos evidenciam que a "maior ameaça para a Igreja não vem de fora, de inimigos externos, mas do seu interior". 

“A Igreja tem uma profunda necessidade de voltar a aprender a penitência, de aceitar a purificação, de aprender o perdão, mas também a necessidade de justiça, já que o perdão não substitui a justiça", assegurou.


O Bispo de Roma afirmou ainda que, embora "o mal ataque, o bem está sempre presente, Cristo é mais forte que o mal e a bondade de Deus tem a última palavra na história.”

... só por isto já valeu a pena!

segunda-feira, 10 de maio de 2010

O Adamastor, o Mostrengo e o Velho de Restelo II

Tiro-liro-liro

E juntaram-se os 3 à esquina

a tocar a concertina

                   a dançar o solidó!

(A propósito da brigada das Finanças no baile do medo no Palácio de Belém)

domingo, 9 de maio de 2010

O Adamastor, O Mostrengo e o Velho do Restelo

A par da nuvem de cinzas que nos sobrevoa, e que acabou de fechar o espaço aéreo português, cá em baixo o nevoeiro avança e a tempestade não dá sinais de amainar. O Adamastor dos Lusíadas e o Mostrengo da Mensagem aliaram-se ao velho do Restelo, e aí estão, em força, impedindo o sonho, a aventura, a epopeia.

O Adamastor:
(...)
C'um tom de voz nos fala horrendo e grosso,
Que pareceu sair do mar profundo.
Arrepiam-se as carnes e o cabelo
A mim e a todos, só de ouvi-lo e vê-lo.
(...)
Aqui espero tomar, se não me engano,
De quem me descobriu suma vingança;
E não se acabará só nisto o dano
(...)
Naufrágios, perdições de toda a sorte,

Que o menor mal de todos seja a morte.

O Mostrengo:

O mostrengo que está no fim do mar
Na noite de breu ergueu-se a voar;
À roda da nau voou três vezes,
Voou três vezes a chiar,

E disse: «Quem é que ousou entrar
Nas minhas cavernas que não desvendo,
Meus tectos negros do fim do mundo?»
….

"Quem vem poder o que só eu posso,
Que moro onde nunca ninguém me visse
E escorro os medos do mar sem fundo?"



O Velho do Restelo

Que novos desastres determinas
de levar estes Reinos e esta gente?
Que perigos, que mortes lhe destinas,
debaixo dalgum nome proeminente?
Que promessas de reinos e de minas
d' ouro, que lhe farás tão facilmente?
Que famas lhe prometerás? Que histórias?
Que triunfos? Que palmas? Que vitórias?"

…..
Mísera sorte, estranha condição

domingo, 25 de abril de 2010

A poesia está na luta dos homens, está nos olhos abertos para amanhã

……..

A poesia está em tudo quanto vive, em todo o movimento,
nas rodas do comboio a caminho, a caminho, a caminho
de terras sempre mais longe,
nas mãos sem luvas que se estendem para seios sem véus,
na angústia da vida.

A poesia está na luta dos homens,
está nos olhos abertos para amanhã.

As ondas indo, as ondas vindo — as ondas indo e vindo sem
parar um momento.
As horas atrás das horas, por mais iguais sempre outras.
E ter de subir a encosta para a poder descer.
E ter de vencer o vento.
E ter de lutar.
Um obstáculo para cada novo passo depois de cada passo.
As complicações, os atritos para as coisas mais simples.
E o fim sempre longe, mais longe, eternamente longe.

Ah mas antes isso!

Ainda bem que o mar não cessa de ir e vir constantemente.
Ainda bem que tudo é infinitamente difícil.
Ainda bem que temos de escalar montanhas e que elas vão
sendo cada vez mais altas. Ainda bem que o vento nos oferece resistência
e o fim é infinito.

Ainda bem.
Antes isso.
50 000 vezes isso à igualdade fútil da planície.

Mário Dionísio

Cá estamos, 36 anos depois, a escalar montanhas, cada vez mais altas … antes isso!

sábado, 24 de abril de 2010