terça-feira, 7 de junho de 2011

Cidadania, Ana Gomes?

Já enalteci a coragem e o desassombro de Ana Gomes, algumas vezes.   Agora desiludiu-me.  Gosto de pertencer a uma esquerda que se nivela por cima e  não esgravata na porcaria. Sabe-me a vingança e não gosto de vinganças. Não quero saber!  Não me interessa para nada o aviso.

O dito senhor, que não aprecio, vai ser governo, por vontade do povo. Respeite-se essa vontade!

Para memória futura

A História

“…

Assim chegámos a 5 de Junho com PSD e CDS unidos na estratégia de explorar ao máximo este pobre país de herança salazarista ainda activa, de pobreza intelectual secular, de misérias sociais várias e de demissão cívica generalizada. A estratégia era o massacre mediático na diabolização de Sócrates e na redução dos 6 anos de governação PS à necessidade da ajuda externa que esses mesmos partidos de direita, afinal, é que tinham provocado.

Do lado do PCP e BE, bastiões da pureza da esquerda, fontes imarcescíveis de caudais ideológicos que dariam para reflorestar o deserto do Sahara com pinheiros vermelhos, tudo o que viesse contra o PS era platina sobre azul, e se viesse contra Sócrates fazia-se uma festa, por isso alinharam em todas as pulhices em vez de ajudarem o eleitorado a entender as várias facetas das sucessivas crises que temos vindo a atravessar.

O fanatismo imbecil da extrema-esquerda, reduzindo a sua actividade à táctica, foi igualmente um factor de aumentou a facilidade com que fatias largas da sociedade abraçaram o populismo e a descrença numa alternativa democrática. Para quê votar quando PCP e BE mostram que o próprio regime é fundamentalmente corrupto e corruptor?…

Valupi

O ódio

“caro valupapista: vê se acordas e percebes que o teu ídolo e sacerdote já era. Foi deliciosa e competentemente corrido. Já não era sem tempo. Já não era sem tempo, mon Dieu. Que profundo alívio que eu senti, sinto e sentirei. As minhas entranhas são um festival espontâneo de festa e júbilo sempre que recordo aquele último e manhoso discurso. Gostei sobretudo da última palavra: adeus. E depois foi vê-lo partir, partir, partir. Foda-se que bom. …”

Nuno Luís

A fé

“Não acabou, não, Nuno Luís. A sua obra perdura e tortura-vos. Vocês não suportam Portugal ter tido um “gestor” cuja relevância se mede pelo ódio que lhe devotam. Bem feita!

Mário

Os narcisos

“... E assim Passos Coelho atinge o estrelato. Nada lhe é mais caro e, neste ponto específico, só tem paralelo em Cavaco. A partir de agora, temos no poder as duas personalidades narcísicas mais nocivas de que há memória desde o 25 de Abril. Quanto a nós, cidadãos, eles irão sempre abandonar-nos à nossa sorte. Como todos os narcísicos, eles irão sempre e apenas disputar o papel principal e representar em conformidade com as luzes da ribalta.”

personagem de fricção

Excertos para a história no http://aspirinab.com/valupi/para-que-queres-uma-boca-tao-grande-crocodilo/#comments

A realidade vem aí

“Agora é tempo de descobrir que a crise económica não tem apenas causas nacionais, que nos mercados financeiros há especuladores a enriquecer à custa dos ataques à dívida soberana, que as agências de rating ajudam os especuladores e que estão pouco preocupadas em saber quem governa Portugal.

As empresas deslocalizadas não regressarão, as que faliram por não terem resistido à concorrência chinesa não ressuscitarão, os empresários portugueses estão mais interessados em aumentar os lucros fáceis do que em aumentar o emprego, esta vai ser a realidade.

Uma realidade que será agravada pelo impacto das medidas impostas pela troika e provavelmente pelas medidas mais radicais propostas por Passos Coelho.

Bem-vindos à realidade.”

http://jumento.blogspot.com/

domingo, 5 de junho de 2011

José Sócrates

 

Brilhante na derrota.

Passou-se!

 

O Presidente da República, Cavaco Silva, apelou neste sábado ao voto nas eleições legislativas de domingo, referindo que quem se abstiver perde a legitimidade para criticar o próximo Governo.

Sol

sábado, 4 de junho de 2011

O meu voto

O Partido Socialista de José Sócrates  errou, algumas vezes. Resignou-se  à alta pressão das corporações mais poderosas. Faltou-lhe a força de uma maioria e o  lema, antes quebrar que torcer, foi,aqui e ali,  abandonado .  

Ausente esteve também a independência da Comunicação Social, nas mãos da direita dos interesses, que fez coro e aplaudiu até à náusea os lobbies.

Omnipresentes estiveram sempre os profetas da desgraça, os comentadores encartados, das reformas e ordenados milionários a clamar por menos direitos para os que estão muito abaixo na escala social. Uns “sábios” carunchosos a vomitar insistentemente  ódio a Sócrates.

A crise internacional foi ignorada e transformada em crise doméstica. Acredito que a História fará justiça quanto à atribuição da culpa desta crise financeira, económica e social, num país frágil e sem grandes recursos.  Um dia, alguém isento e  de olhos abertos,  ensinará que a crise foi provocada pelas instituições financeiras, pelos Bancos e Agências de rating, que especularam na senda do lucro fácil, agravando as condições sócio-económicas dos mais fracos. Um dia todos acreditarão que nestes conturbados tempos a Política e a Democracia se ajoelharam perante o Deus da Finança.

Perspectiva-se que a Europa solidária dê brevemente o seu último suspiro.  As “ajudas” humilhantes,  com taxas de juro usurárias atrasarão irremediavelmente os avanços tecnológicos, económicos e sociais. Incidentes, como o das férias dos países do Sul ou o dos pepinos de Espanha não são circunstanciais. São um sinal dos tempos.

Com a troika a vigiar e o PSD ávido de poder a situação vai piorar. As lapas das corporações estão todas lá, e não vão arredar pé, cobrando os apoios. As vinganças e os ódios indisfarçados vão espalhar-se como uma epidemia.

Abomino os ataques  de carácter. Detesto ataques rasteiros.

Não sou liberal. Sou de esquerda. Voto Partido Socialista. Porquê ?  Porque sim! 

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Mãe

 

Não me esqueci de nada, mãe.
Guardo a tua voz dentro de mim.
E deixo as rosas.

Eugénio de Andrade

 

 

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