domingo, 4 de setembro de 2011

A corda - 1

                                 

 

O Ministro da Saúde, Paulo Macedo, quer reduzir o nº de transplantes. 

A economia e as finanças com prioridade  face à VIDA HUMANA.

VERGONHA! … Os transplantes são afinal “gorduras”.

Passos Coelho rejeita  propor qualquer imposto sobre as grandes fortunas:

" … se se adoptam medidas fiscais muito mais agressivas, os capitais fogem para outros países"

Ficou subentendido: … os trabalhadores não podem fugir. E chamam-lhe cinicamente imposto de solidariedade. 

CORAGEM (?) dizem eles. COBARDIA, digo eu.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Brandos costumes … infinitamente?

 

Povo de brandos costumes. Manso. Sereno.  Hipnotizado com cantigas de embalar.

E … se de tanto esticarem a corda, ela, já gasta e esgarçada, um dia rebenta?

No Pontal ouviu-se:  juizinho! pouca conflitualidade, diálogo, concertação, união. Resumindo: comam e calem!

Mas ... subjacente ao discurso pressentiu-se … o medo. A importação das revoltas de França, da Grécia, do Reino Unido. 

Não mudem “a corda” … não! Ainda caímos todos ao “ poço” e por lá ficamos …“afogados”. 

Na minha Alma há um balouço
Que está sempre a balouçar -
Balouço à beira dum poço,
Bem difícil de montar...


- E um menino de bibe
Sobre ele sempre a brincar...


Se a corda se parte um dia
(E já vai estando esgarçada),
Era uma vez a folia:
Morre a criança afogada...


- Cá por mim não mudo a corda,
Seria grande estopada...


Se o indez morre, deixá-lo...
Mais vale morrer de bibe
Que de casaca... Deixá-lo
Balouçar-se enquanto vive...


- Mudar a corda era fácil...
Tal ideia nunca tive...

Mário de Sá Carneiro

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Alianças

 

http://www.angoladigital.net/digitalnews/index.php?option=com_content&task=view&id=8552&Itemid=37

Chanceler alemã visita Angola em Julho de 2011
Fonte: RNA

Tuesday, 24 May 2011

ImageÂngela Merkel, a chanceler da Alemanha, vem a Luanda na primeira quinzena de Julho, visando a identificação de novas áreas para o reforço da cooperação bilateral entre Angola e a nação que detêm nesta altura a maior economia europeia.

 

 

Por aqui contam-nos, a propósito da não autorização das Autoridades Angolanas para o aumento dos voos TAP para Luanda :

Um "passarinho" disse-me que neste caso até fizemos o papel do cônjuge enganado... o tal que foi o último a saber! O mesmo "passarinho" falou-me que quem mexeu as "palhinhas" na CE foi uma tal de "dama de ferro da actualidade"... não imagino quais os interesses da senhora e do seu país em Angola”

Pois eu imagino. Há muito a Lufthansa quer aumentar as frequências para Luanda. As negociações não se resumirão ao transporte aéreo, mas estes irão na bagagem. Não duvido.

Star Alliance ????

quinta-feira, 7 de julho de 2011

A metamorfose

O Presidente a 6 de Julho de 2011:

«considera não haver a mínima justificação para que o ‘rating’ de longo prazo de Portugal tenha sofrido tal corte» e «congratula-se com a condenação da atitude da agência de notação financeira Moody’s por parte da União Europeia, de instituições europeias e internacionais e de vários governos europeus».

O mesmo Presidente a 10 de Novembro de 2010, aquele que nunca se engana e raramente tem dúvidas:

recusou  qualquer "retórica de ataque aos mercados internacionais", considerando que “ é um erro que prejudica a economia portuguesa e não cria um único emprego”.

Desvalorizaram e gozaram com Sócrates quando disse que o mundo tinha mudado.

E agora Sr. Presidente? quem mudou? O Sr., o mundo … ou o governo?

terça-feira, 5 de julho de 2011

Passos Coelho – o avesso do Robim dos Bosques

Com a mão direita, viril, faz a colecta a quem trabalha, com a  mão esquerda, submissa, entrega-a ao empregador.

Com os pés faz um drible  e o imposto especial só incide sobre o rendimento do trabalho. Os que vivem dos juros e dividendos do capital terão um Natal folgado. Os que vivem do seu salário são sacrificados no altar da crise.

Entretanto em nome da “liberdade de escolha” os colégios privados continuarão a receber subsídios e a seleccionar os seus alunos entre os melhores.

Os impostos sobre o consumo aumentarão amanhã ou depois. E pagarão todos. A contracção do consumo vai aumentar o desemprego.

Sr. Presidente repita lá outra vez:

- É preciso distribuir os sacrifícios.

- Mais alto. Parece que ninguém o ouve. E fica-se, Sr. Presidente?

Claro que fica …o Sr. PM é um neoliberal muito carinhoso, simpático e afável. Ninguém vai morrer de frio ou fome. As instituições de beneficiência irão distribuir roupas, calçado e alimentos. Voltamos ao país da caridadezinha. A dignidade da pessoa humana e a liberdade de escolha dos mais pobres são deitadas ao lixo. Só a dos outros, os dos colégios privados, é que é importante preservar.

Isto não é só ideologia. É também sacanice.

Que retrocesso civilizacional!

sábado, 2 de julho de 2011

Altas pressões … grandes negócios … e um fraco PM com maioria absoluta

“José Eduardo Moniz e Manuela Moura Guedes, mal souberam do convite de Miguel Macedo a Bernardo Bairrão, fizeram saber junto do gabinete de Passos Coelho o seu desagrado com o nome indicado para secretário de Estado da Administração Interna.

E as pressões para que Passos não viabilizasse a nomeação de Bairrão não se ficaram por aí: o SOL apurou que também Nuno Vasconcellos, da Ongoing, fez chegar os seus protestos ao gabinete do primeiro-ministro.”

http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=23095

 

O PM já está agarrado. A RTP no centro das altas pressões. Vende, e a SIC e TVI passam ao ataque. Não vende, e a Ongoing e a Cofina passam à oposição.  Com o anterior Governo o ataque continuado foi um sucesso após 6 anos. Se Deus quiser, cá estarei para ver as cenas dos próximos capítulos!

domingo, 26 de junho de 2011

"Prefiro que me chamem Álvaro em vez de ministro"

Não há jornal online que o não destaque esta frase.

Os jornalistas passaram-se. Então “isto” é notícia?

Absurdo. Ridículo.