quarta-feira, 7 de setembro de 2011

A corda – 4 (as cordas também nos dão música)

 

Ministro das Finanças garante que 2012 será o princípio do fim da emergência financeira

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

A corda - 3

   A história:  dois amigos  estrangulam um seu amigo só pelo prazer de matar.

      

Há por aí muito prazer no neoliberal  estrangulamento da classe trabalhadora. 

domingo, 4 de setembro de 2011

A corda - 2

“Passos Coelho afirmou em entrevista a um jornal alemão que a privatização da TAP pode ser um "bom investimento" para a Lufthansa.”

Jornal Económico

Mas agora é assim que agora se fazem negócios? Oferece-se a TAP em jornais alemães ao desbarato?  Onde é que este senhor aprendeu diplomacia negocial? 

Que falta de sentido de estado!  Pior! Que ignorância!

A Lufthansa já disse e redisse não estar interessada. Verdade ? Mentira? Não sabemos!

…Uma boa oportunidade para estar calado, Sr. PM.

A corda - 1

                                 

 

O Ministro da Saúde, Paulo Macedo, quer reduzir o nº de transplantes. 

A economia e as finanças com prioridade  face à VIDA HUMANA.

VERGONHA! … Os transplantes são afinal “gorduras”.

Passos Coelho rejeita  propor qualquer imposto sobre as grandes fortunas:

" … se se adoptam medidas fiscais muito mais agressivas, os capitais fogem para outros países"

Ficou subentendido: … os trabalhadores não podem fugir. E chamam-lhe cinicamente imposto de solidariedade. 

CORAGEM (?) dizem eles. COBARDIA, digo eu.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Brandos costumes … infinitamente?

 

Povo de brandos costumes. Manso. Sereno.  Hipnotizado com cantigas de embalar.

E … se de tanto esticarem a corda, ela, já gasta e esgarçada, um dia rebenta?

No Pontal ouviu-se:  juizinho! pouca conflitualidade, diálogo, concertação, união. Resumindo: comam e calem!

Mas ... subjacente ao discurso pressentiu-se … o medo. A importação das revoltas de França, da Grécia, do Reino Unido. 

Não mudem “a corda” … não! Ainda caímos todos ao “ poço” e por lá ficamos …“afogados”. 

Na minha Alma há um balouço
Que está sempre a balouçar -
Balouço à beira dum poço,
Bem difícil de montar...


- E um menino de bibe
Sobre ele sempre a brincar...


Se a corda se parte um dia
(E já vai estando esgarçada),
Era uma vez a folia:
Morre a criança afogada...


- Cá por mim não mudo a corda,
Seria grande estopada...


Se o indez morre, deixá-lo...
Mais vale morrer de bibe
Que de casaca... Deixá-lo
Balouçar-se enquanto vive...


- Mudar a corda era fácil...
Tal ideia nunca tive...

Mário de Sá Carneiro

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Alianças

 

http://www.angoladigital.net/digitalnews/index.php?option=com_content&task=view&id=8552&Itemid=37

Chanceler alemã visita Angola em Julho de 2011
Fonte: RNA

Tuesday, 24 May 2011

ImageÂngela Merkel, a chanceler da Alemanha, vem a Luanda na primeira quinzena de Julho, visando a identificação de novas áreas para o reforço da cooperação bilateral entre Angola e a nação que detêm nesta altura a maior economia europeia.

 

 

Por aqui contam-nos, a propósito da não autorização das Autoridades Angolanas para o aumento dos voos TAP para Luanda :

Um "passarinho" disse-me que neste caso até fizemos o papel do cônjuge enganado... o tal que foi o último a saber! O mesmo "passarinho" falou-me que quem mexeu as "palhinhas" na CE foi uma tal de "dama de ferro da actualidade"... não imagino quais os interesses da senhora e do seu país em Angola”

Pois eu imagino. Há muito a Lufthansa quer aumentar as frequências para Luanda. As negociações não se resumirão ao transporte aéreo, mas estes irão na bagagem. Não duvido.

Star Alliance ????

quinta-feira, 7 de julho de 2011

A metamorfose

O Presidente a 6 de Julho de 2011:

«considera não haver a mínima justificação para que o ‘rating’ de longo prazo de Portugal tenha sofrido tal corte» e «congratula-se com a condenação da atitude da agência de notação financeira Moody’s por parte da União Europeia, de instituições europeias e internacionais e de vários governos europeus».

O mesmo Presidente a 10 de Novembro de 2010, aquele que nunca se engana e raramente tem dúvidas:

recusou  qualquer "retórica de ataque aos mercados internacionais", considerando que “ é um erro que prejudica a economia portuguesa e não cria um único emprego”.

Desvalorizaram e gozaram com Sócrates quando disse que o mundo tinha mudado.

E agora Sr. Presidente? quem mudou? O Sr., o mundo … ou o governo?

terça-feira, 5 de julho de 2011

Passos Coelho – o avesso do Robim dos Bosques

Com a mão direita, viril, faz a colecta a quem trabalha, com a  mão esquerda, submissa, entrega-a ao empregador.

Com os pés faz um drible  e o imposto especial só incide sobre o rendimento do trabalho. Os que vivem dos juros e dividendos do capital terão um Natal folgado. Os que vivem do seu salário são sacrificados no altar da crise.

Entretanto em nome da “liberdade de escolha” os colégios privados continuarão a receber subsídios e a seleccionar os seus alunos entre os melhores.

Os impostos sobre o consumo aumentarão amanhã ou depois. E pagarão todos. A contracção do consumo vai aumentar o desemprego.

Sr. Presidente repita lá outra vez:

- É preciso distribuir os sacrifícios.

- Mais alto. Parece que ninguém o ouve. E fica-se, Sr. Presidente?

Claro que fica …o Sr. PM é um neoliberal muito carinhoso, simpático e afável. Ninguém vai morrer de frio ou fome. As instituições de beneficiência irão distribuir roupas, calçado e alimentos. Voltamos ao país da caridadezinha. A dignidade da pessoa humana e a liberdade de escolha dos mais pobres são deitadas ao lixo. Só a dos outros, os dos colégios privados, é que é importante preservar.

Isto não é só ideologia. É também sacanice.

Que retrocesso civilizacional!

sábado, 2 de julho de 2011

Altas pressões … grandes negócios … e um fraco PM com maioria absoluta

“José Eduardo Moniz e Manuela Moura Guedes, mal souberam do convite de Miguel Macedo a Bernardo Bairrão, fizeram saber junto do gabinete de Passos Coelho o seu desagrado com o nome indicado para secretário de Estado da Administração Interna.

E as pressões para que Passos não viabilizasse a nomeação de Bairrão não se ficaram por aí: o SOL apurou que também Nuno Vasconcellos, da Ongoing, fez chegar os seus protestos ao gabinete do primeiro-ministro.”

http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=23095

 

O PM já está agarrado. A RTP no centro das altas pressões. Vende, e a SIC e TVI passam ao ataque. Não vende, e a Ongoing e a Cofina passam à oposição.  Com o anterior Governo o ataque continuado foi um sucesso após 6 anos. Se Deus quiser, cá estarei para ver as cenas dos próximos capítulos!

domingo, 26 de junho de 2011

"Prefiro que me chamem Álvaro em vez de ministro"

Não há jornal online que o não destaque esta frase.

Os jornalistas passaram-se. Então “isto” é notícia?

Absurdo. Ridículo.

Os bancos do Reino Unido numa encruzilhada, face à dívida grega

"The UK has the third largest exposure after France and Germany," said a high-level EU source. "It should be aware of the effect of standing aside from discussions."

But Whitehall insiders have confirmed that chancellor George Osborne's staff are on the case, working on ways to involve British bondholders in rescue moves that will almost certainly involve a short-term hit.

Another worry is that Britain's banks and hedge funds have written multibillion-pound insurance contracts – credit default swaps – that would be triggered if Greece defaults.

Erik Britton, director of City consultancy Fathom, said: "It's not the direct exposure, it's the indirect exposure and the implications of an unruly default that I would be worried about. French and German banks bought Greek bonds, and they took out insurance against default. Who did they take out that insurance with? The US and UK banks. There has to be a loser – who's the loser?"

http://www.guardian.co.uk/world/2011/jun/25/greece-debt-british-banks

Contrariamente ao que tem sido difundido por cá, afinal a exposição à divida grega é maior no Reino Unido e nos EUA, que na Alemanha e França (não será esta a razão porque a Alemanha e a França resistem à solidariedade?). Pese embora a opinião dos  “taxpayers” ingleses, o Reino Unido terá que se envolver na solução do problema… não vá acontecer o pior. Não estão isolados na sua ilha e imunes ao “problema” Grego. Ninguém está, afinal. A solução ou é global ou não será.  E se não for, não há optimismo nem estado de graça governamental que nos salve. 

domingo, 19 de junho de 2011

Será a Escherichia coli ? – Os alemães estarão a perder o tino depois do erro do pepino?

 

daqui:

http://aviacaoportugal.net/showthread.php?t=4411

 


"Um avião da Iberia que fazia uma viagem entre Madrid e Frankfurt teve de regressar ao aeroporto da capital espanhola porque um passageiro se despiu em pleno voo, conta a AFP.
«Um passageiro de nacionalidade alemã despiu-se a bordo do avião em pleno voo, na noite de quinta-feira», relatou um porta-voz da companhia aérea.
«A tripulação tentou dissuadi-lo, mas ele ficou agressivo. Depois, ele trancou-se numa casa-de-banho e o piloto decidiu voltar para Madrid», acrescentou.
O homem foi posteriormente detido e interrogado pela polícia. As razões para tal acto não foram reveladas."

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Os vampiros

"Os mercados cheiram sangue", terá dito Durão Barroso numa reunião em Bruxelas, referindo-se à urgência em encontrar uma solução para a Grécia. E tem razão. Ontem, o dia foi de caos no mundo financeiro. Os juros soberanos subiram em escalada - os portugueses renovaram máximos -, o euro caiu a pique e as bolsas afundaram. O impasse europeu em torno do futuro helénico torna cada vez mais provável o cenário de bancarrota no país e está a arrastar o resto dos periféricos para o lodo.”

Jornal Económico

 

A culpa da crise  já é dos mercados … finalmente!

 

“Todo o mundo é composto de mudança”

terça-feira, 14 de junho de 2011

Fernando Pessoa – 123 anos

Grécia, Roma, Cristandade,
Europa - os quatro se vão
Para onde vai toda idade.
Quem vem viver a verdade
Que morreu D. Sebastião?

sábado, 11 de junho de 2011

Ler o besugo e ficar de alma lavada

Aqui:

http://gravidadeintermedia.blogspot.com/2011/06/senhor-primeiro-ministro-cessante.html

“…

Em Portugal (dispenso-me de falar doutros países, há tipos com blogues noutros países e eles que escrevam sobre isto se quiserem), para os portugueses, o acto de linchar é uma espécie de refeição ao meio da manhã que se toma em grupo. Em cardume, em manada, em matilha. Não sei o substantivo colectivo que define uma resma de hienas, que seria o mais adequado para o que quero dizer, de maneira que vou inventar uma palavra para isso: putedo.

Ora o putedo, em se apanhando diante dum alvo erecto, rosna baixo a olhar os passarinhos que esvoaçam. Em o alvo se abaixando para qualquer coisa (ou por qualquer coisa), rosna alto e começa a mirar as próprias fezes. Em apanhando o alvo um bocadinho de cócoras, para apanhar qualquer coisa que lhe caiu, começa a rodeá-lo e a guinchar risadas funâmbulas, com as supracitadas fezes já na boca. Metade do putedo agride já o alvo, com as gengivas fétidas onde desabundam dentes e progride a piorreia. Se o alvo cai, matam-no com a rapidez lenta dos vagares vorazes. E não o comem logo por ser carne fresca.

O putedo é cobarde e, como convém aos cobardes, abundante.

O putedo é um grupo de acólitos de Lynch fora do tempo mas que marcha em passo concertado. O putedo lincha, embora queira deixar no ar a ideia de que apenas putifica (e putificar é uma palavra putificante, ou seja, bastante parecida com purificante - do ponto de vista do crescente putedo que se guindou a analista do léxico e das coisas todas).

Repugna-me muito o que tenho lido e escutado - de Mena Mónica e Barreto, de Pilatos e Caifás, de Caius Detritus (leia-se Mário Crespo) e Manuel das Iscas, de José Moura Guedes e Eleutério Caquinha - sobre José Sócrates. Não assistia a um linchamento tão concertado, tão prolongado, tão "encomendado", desde 1988, quando me mostraram na televisão e nas revistas a agonia dos dois polícias ingleses putificados às mãos dos católicos em carpideira ânsia de putificação de Belfast. Já não via o putedo a exercer a sua putificação de maneira tão despudorada e tenaz, portanto, há muitos anos.

De maneira que informo (marimbando-me perfeitamente para o putedo) que emprestaria o meu carro a José Sócrates, se ele mo pedisse. E mais não informo porque o acto de informar se tem vindo a transformar, duma maneira cada vez mais desassombrada, num acto de puta. E eu, puta, não sou. Embora saiba que se fosse seria bastante cara: é que mesmo assim tenho procura; de algum putedo.

…”

terça-feira, 7 de junho de 2011

O nível

Tudo nos eixos. Isto sim. É o que se espera da direita.

http://youtu.be/hDcU-5l-N2s

Cidadania, Ana Gomes?

Já enalteci a coragem e o desassombro de Ana Gomes, algumas vezes.   Agora desiludiu-me.  Gosto de pertencer a uma esquerda que se nivela por cima e  não esgravata na porcaria. Sabe-me a vingança e não gosto de vinganças. Não quero saber!  Não me interessa para nada o aviso.

O dito senhor, que não aprecio, vai ser governo, por vontade do povo. Respeite-se essa vontade!

Para memória futura

A História

“…

Assim chegámos a 5 de Junho com PSD e CDS unidos na estratégia de explorar ao máximo este pobre país de herança salazarista ainda activa, de pobreza intelectual secular, de misérias sociais várias e de demissão cívica generalizada. A estratégia era o massacre mediático na diabolização de Sócrates e na redução dos 6 anos de governação PS à necessidade da ajuda externa que esses mesmos partidos de direita, afinal, é que tinham provocado.

Do lado do PCP e BE, bastiões da pureza da esquerda, fontes imarcescíveis de caudais ideológicos que dariam para reflorestar o deserto do Sahara com pinheiros vermelhos, tudo o que viesse contra o PS era platina sobre azul, e se viesse contra Sócrates fazia-se uma festa, por isso alinharam em todas as pulhices em vez de ajudarem o eleitorado a entender as várias facetas das sucessivas crises que temos vindo a atravessar.

O fanatismo imbecil da extrema-esquerda, reduzindo a sua actividade à táctica, foi igualmente um factor de aumentou a facilidade com que fatias largas da sociedade abraçaram o populismo e a descrença numa alternativa democrática. Para quê votar quando PCP e BE mostram que o próprio regime é fundamentalmente corrupto e corruptor?…

Valupi

O ódio

“caro valupapista: vê se acordas e percebes que o teu ídolo e sacerdote já era. Foi deliciosa e competentemente corrido. Já não era sem tempo. Já não era sem tempo, mon Dieu. Que profundo alívio que eu senti, sinto e sentirei. As minhas entranhas são um festival espontâneo de festa e júbilo sempre que recordo aquele último e manhoso discurso. Gostei sobretudo da última palavra: adeus. E depois foi vê-lo partir, partir, partir. Foda-se que bom. …”

Nuno Luís

A fé

“Não acabou, não, Nuno Luís. A sua obra perdura e tortura-vos. Vocês não suportam Portugal ter tido um “gestor” cuja relevância se mede pelo ódio que lhe devotam. Bem feita!

Mário

Os narcisos

“... E assim Passos Coelho atinge o estrelato. Nada lhe é mais caro e, neste ponto específico, só tem paralelo em Cavaco. A partir de agora, temos no poder as duas personalidades narcísicas mais nocivas de que há memória desde o 25 de Abril. Quanto a nós, cidadãos, eles irão sempre abandonar-nos à nossa sorte. Como todos os narcísicos, eles irão sempre e apenas disputar o papel principal e representar em conformidade com as luzes da ribalta.”

personagem de fricção

Excertos para a história no http://aspirinab.com/valupi/para-que-queres-uma-boca-tao-grande-crocodilo/#comments

A realidade vem aí

“Agora é tempo de descobrir que a crise económica não tem apenas causas nacionais, que nos mercados financeiros há especuladores a enriquecer à custa dos ataques à dívida soberana, que as agências de rating ajudam os especuladores e que estão pouco preocupadas em saber quem governa Portugal.

As empresas deslocalizadas não regressarão, as que faliram por não terem resistido à concorrência chinesa não ressuscitarão, os empresários portugueses estão mais interessados em aumentar os lucros fáceis do que em aumentar o emprego, esta vai ser a realidade.

Uma realidade que será agravada pelo impacto das medidas impostas pela troika e provavelmente pelas medidas mais radicais propostas por Passos Coelho.

Bem-vindos à realidade.”

http://jumento.blogspot.com/

domingo, 5 de junho de 2011

José Sócrates

 

Brilhante na derrota.