domingo, 1 de julho de 2012

Os meus mais lindos … há mais mas estavam a trabalhar.

Sem nome2 (1)

Um adeus … 2 mensagens com o coração a sangrar

Um mais íntima para colegas  “ all over the world”

Dear Colleagues, GSAs and Friends,

Hard to say goodbye, palavra cruel, quando o futuro é uma imagem diluída no nevoeiro.

Now I'm standing here, helpless, não vou ter mais espaço para vender.

Looking for something to say. A hora do adeus é um absurdo!

We have been together a long time. 42 anos. Nada se apaga da memória. O passado regressa. Foi um turbilhão de aventuras. Zangámo-nos, gritámos uns com os outros algumas vezes. Rimos muito. Sonhámos, trabalhámos e criámos valor em equipa. Aqui, na TAP Cargo, ficará registada parte da nossa pegada.

I didn't want this happen, mas é hora! A vida é feita de vários tempos. E há que ter tempo para desfrutar os caminhos que cada tempo nos oferece.

We shouldn't feel sad. É simples: Vós seguis a vossa vida por aqui, eu sigo a minha vida por ali ... até ser um ponto distante no horizonte.

I see beautiful clouds up there. A new generation, empenhada, talentosa e bonita, vai ficar e deixar o seu código genético, gravado … e porque não nas nuvens que os aviões TAP sacodem todos os dias?

Though it's hard, so hard! E um desassossego… e uma incógnita.

I have to say goodbye, see you later, anywhere!

Até sempre!

Outra mais institucional para o mercado:

Caros Agentes de Carga, Interline, amigos

As leis da vida são inexoráveis. Mais tarde ou mais cedo e à medida que a idade e as contingências da vida evoluem, a nossa vida vai virando páginas sobre páginas até que um novo capítulo do “livro” que vamos “escrevendo” se impõe.

Chegou a minha hora. Comigo levo saudades e muitas lembranças, com páginas repletas de emoções, de aprendizagens mútuas, de sucessos e alguns fracassos.

Tive o prazer de ver e participar na evolução da carga aérea. Hoje, as tecnologias informáticas estão ao nosso dispor. O mundo está a um click do nosso computador. Há 42 anos, quando entrei neste mundo fascinante, era tudo tão diferente.

A todos agradeço o respeito, a consideração, e o muito que me ensinaram ao longo deste caminho que fomos fazendo em harmonia, sempre com outras gerações a florescer a nosso lado.

A TAP Cargo rejuvenesceu nos últimos anos. O meu sucessor é a consequência natural desse rejuvenescimento.

Apelo a todos que ajudem o XXXXXXXXXX a trilhar este caminho, que não é fácil, mas é de certeza fascinante.

Quanto a mim. A vida é feita de vários tempos e há que ter tempo para desfrutar os caminhos que cada tempo nos oferece.

Até qualquer dia!

Os meus melhores cumprimentos.

sábado, 26 de maio de 2012

Memories …

                                                    

quarta-feira, 2 de maio de 2012

2012 - Em Abril e Maio eu vi a tristeza

No Abril chuvoso e no Maio ventoso eu vi muitos rostos tristes.

Passivamente tristes.

Nas margens da manifestação, muita gente só.

Os indianos dos cravos … sem sucesso. Depois da apropriação do cravo por este governo da direita liberal … compreende-se.

Não vi a revolta, a raiva … apenas uma leve presença.

Talvez descrença.

Assim, O Gaspar, mais semana, menos semana vai dizer … subsídios … NUNCA MAIS.

Vem-me à memória Sérgio Godinho:

sábado, 28 de abril de 2012

Uma angústia

Súbita, uma angústia...
Ah, que angústia, que náusea do estômago à alma!
Que amigos que tenho tido!
Que vazias de tudo as cidades que tenho percorrido!
Que esterco metafísico os meus propósitos todos!
Uma angústia,
Uma desconsolação da epiderme da alma,
Um deixar cair os braços ao sol-pôr do esforço...
Renego.
Renego tudo.
Renego mais do que tudo.
Renego a gládio e fim todos os Deuses e a negação deles.
Mas o que é que me falta, que o sinto faltar-me no estômago e na
circulação do sangue?
Que atordoamento vazio me esfalfa no cérebro?
Devo tomar qualquer coisa ou suicidar-me?
Não: vou existir. Arre! Vou existir.
E-xis-tir...
E--xis--tir ...
Meu Deus! Que budismo me esfria no sangue!
Renunciar de portas todas abertas,
Perante a paisagem todas as paisagens,
Sem esperança, em liberdade,
Sem nexo,
Acidente da inconsequência da superfície das coisas,
Monótono mas dorminhoco,
E que brisas quando as portas e as janelas estão todas abertas!
Que verão agradável dos outros!
Dêem-me de beber, que não tenho sede!

 
Álvaro de Campos, in "Poemas"
Heterónimo de Fernando Pessoa

segunda-feira, 23 de abril de 2012

O Governo e mais uma provocação

Que falta de sentido de estado! Que falta de maturidade democrática! Primários!

sábado, 21 de abril de 2012